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Janio de Freitas liga conexões de Moro com os EUA a possíveis interferências nas eleições brasileiras
No Três Pontos desta quarta-feira (16), jornalista disse que relações de Sérgio Moro com representantes americanos deveriam ter sido investigadas e que, certamente, explicariam muito do que vem acontecendo nas tentativas de interferência das eleições brasileiras

Foto: Reprodução/YouTube
A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e os questionamentos sobre possíveis conexões estrangeiras na política brasileira foram analisados pelo jornalista Janio de Freitas no programa Três Pontos desta quarta-feira (16). Ao comentar a sessão da Corte realizada na terça (15), ele retomou a atuação de Sérgio Moro e da força-tarefa da Lava Jato, além de levantar dúvidas sobre a presença de agentes dos Estados Unidos durante a operação, principalemnete após ficar cada vez mais evidente a tentativa dos EUA de interferir nas eleições brasileiras.
“Essa questão da presença estrangeira, no dia-a-dia da política eleitoral brasileira, vem o mínimo de uma retomada por ocasião da eleição ao tempo da Lava Jato. Sérgio Moro tinha que ter sido investigado por suas ligações com os Estados Unidos”, apontou.
Janio afirmou que a relação de Moro e Deltan Dallagnol com representantes americanos deveria ter sido investigada à época. Segundo ele, essa apuração poderia ajudar a compreender conexões internacionais relacionadas à política brasileira e às eleições. O jornalista citou ainda a presença de 16 servidores americanos no Brasil durante a Lava Jato, número que, segundo sua fala, justificaria uma investigação específica sobre essas relações.
“Isso não está investigado, e é imperdoável que não tenha havido essa investigação, que seria esclarecedora já naquela altura, do que seria a eleição futura, que é essa de hoje”, disse.
Na avaliação de Jânio, a ausência dessa apuração deixou sem resposta questões que hoje voltam ao debate político. “Foram 16 servidores americanos que vieram ao Brasil trabalhar com a Lava Jato no decorrer daquele processo”, afirmou. Assim, ele relacionou as conexões da Lava Jato com os Estados Unidos ao atual cenário eleitoral e afirmou que a falta de investigação sobre essas relações impediu que o país esclarecesse, ainda naquele momento, possíveis interesses estrangeiros na política brasileira.
Confira o programa na íntegra:
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