Rádio Metropole
Aos Fatos: Encontro com Jair Bolsonaro teria preocupado Vorcaro e empate técnico entre Lula e Flávio

Home
/
Notícias
/
Rádio Metropole
/
“Uma das ferramentas mais eficientes no marketing político é o medo”, diz especialista
Sérgio Lima, que já participou de campanhas de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Jorginho Mello, falou sobre redes sociais, emoção e estratégias eleitorais no Jornal da Cidade

Foto: Reprodução YouTube
O publicitário e estrategista de marketing político Sérgio Lima afirmou, durante entrevista ao Jornal da Cidade desta segunda-feira (21), que o medo ocupa um papel importante na comunicação das campanhas eleitorais. “Uma das ferramentas mais eficientes no marketing político é o medo”, declarou.
Para Sérgio, temas como segurança pública e corrupção precisam fazer parte do planejamento das campanhas independentemente da posição ideológica dos candidatos. “Isso faz parte da estratégia, tem que tá dentro da estratégia de todas as campanhas, independente de ideologia e oposição política”, afirmou. Ele acrescentou que, além de segurança e corrupção, a saúde também aparece entre as principais preocupações apontadas pelos eleitores.
Na avaliação do publicitário, trabalhar a imagem de um candidato apresenta semelhanças com a divulgação de um produto, mas envolve um componente emocional mais forte. “Então, trabalhar, com candidato, é a mesma coisa da gente trabalhar um produto em campanha de marketing. A diferença é que campanha eleitoral a gente mexe muito mais com a emoção das pessoas do que com a razão”, explicou.
Sérgio também destacou a necessidade de criar identificação entre o eleitor e o candidato. “A gente precisa criar o que chamamos de neurônio espelho, onde o eleitor se identifica com aquele candidato, que gera mais afinidade para ele”, disse. Para o estrategista, esse processo é especialmente complexo diante da diversidade cultural do Brasil.
As redes sociais também foram apontadas como um elemento central para as eleições atuais. Sérgio considera que o pleito de 2026 representa uma mudança em relação às campanhas anteriores e classificou o momento como “a primeira eleição que é realmente digital”. “É a eleição onde a importância do digital é maior do que o dos veículos tradicionais”, afirmou. Para ele, a relevância das plataformas digitais também ajuda a explicar o aumento das regras voltadas para a atuação eleitoral nesse ambiente.
“Trabalhar, com candidato, é a mesma coisa da gente trabalhar um produto em campanha de marketing. A diferença é que campanha eleitoral a gente mexe muito mais com a emoção das pessoas do que com a razão”, explicou.
As redes sociais também foram apontadas como um elemento central para as eleições atuais. Sérgio considera que o pleito de 2026 representa uma mudança em relação às campanhas anteriores e classificou o momento como “a primeira eleição que é realmente digital”.
Com mais de 20 anos de atuação, participou de campanhas de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Jorginho Mello, além de ter trabalhado para deputados e mais de 12 prefeitos. Atualmente, segundo ele, atua na campanha de Augusto Cury. Sérgio também esteve envolvido na tentativa de criação do Aliança pelo Brasil, partido articulado por Jair Bolsonaro.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.