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Ceuci Nunes defende canetas emagrecedoras no SUS, mas alerta sobre riscos de versões contrabandeadas
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Ceuci Nunes defende canetas emagrecedoras no SUS, mas alerta sobre riscos de versões contrabandeadas
Infectologista e presidente da Bahiafarma classificou os medicamentos como revolucionários, contudo alertou contra o uso sem prescrição médica e o perigo das soluções sem registro na Anvisa

Foto: Fernanda Villas/Metropress
Em entrevista ao Jornal da Cidade, a médica infectologista e presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes, analisou a incorporação das canetas emagrecedoras pelo Ministério da Saúde e fez um alerta sobre os perigos do uso indiscriminado desses medicamentos.
Para a médica, a distribuição das canetas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) representa um avanço essencial no tratamento da obesidade, uma condição grave e de difícil manejo que frequentemente leva a complicações como diabetes e hipertensão.
"É uma revolução que precisa chegar à população como um todo, não pode ficar restrita apenas a quem pode pagar", afirmou, destacando o alto custo do tratamento no mercado privado, que gira em torno de R$ 1.700 por mês.
Uso sem indicação e o perigo do contrabando
Apesar de defender o benefício das medicações, Ceuci Nunes reforçou que o tratamento exige obrigatoriamente acompanhamento médico e exames prévios. "Todo medicamento tem efeitos colaterais e exige uma avaliação de risco-benefício. Não é para usar por conta própria ou para qualquer finalidade", ressaltou.
A presidente da Bahiafarma chamou atenção ainda para o mercado informal de "canetas paraguaias" e medicamentos contrabandeados sem registro na Anvisa.
"Fico impressionada porque há pessoas que têm medo de tomar vacina, que tem eficácia comprovada, mas injetam no próprio corpo uma substância comprada de contrabando, sem qualquer fiscalização. É um risco enorme para a saúde", alertou a médica.
Confira na íntegra:
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