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Aos Fatos: Três Pontos analisa avanço da extrema direita e Pedro Doria comenta desempenho de Lula

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Janio de Freitas alerta para avanço da ultradireita e pede cautela no segundo turno das eleições
Durante o Três Pontos desta quarta-feira (7), jornalista apontou que definição do grupo político como “conservador” não explicaria propostas de reversão de mudanças adotadas nas últimas décadas

Foto: Reprodução/YouTube
O avanço da extrema direita no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 e os cuidados necessários diante da disputa pelo segundo turno foram analisados pelo jornalista Janio de Freitas durante participação no Três Pontos, da Rádio Metropole, nesta quarta-feira (7). Para o jornalista, o resultado abre uma etapa especialmente delicada da eleição e exige atenção diante da possibilidade de mudanças que, em sua avaliação, podem representar retrocessos em conquistas das últimas décadas.
“A fase mais perigosa ainda é aquela em que entramos com o resultado que leva ao segundo turno. Toda a atenção é necessária agora. Não vamos cair tão imediatamente nas denúncias, nas acusações que se passam com o propósito de criar escândalo. Não é que as acusações e denúncias não tenham fundamento necessariamente. Pode ser que tenham. Mas vamos manter a calma ao considerá-las”, disse.
Os autodeclarados “conservadores”
Ao analisar o avanço desse campo político, Janio questionou a classificação dos vencedores do primeiro turno como conservadores. Segundo ele, o termo não representa propostas que pretendem alterar estruturas estabelecidas ao longo das últimas décadas. O jornalista diferencia a preservação do que já existe de um projeto que, em sua avaliação, busca desfazer mudanças promovidas pela Constituição, pela Previdência e por políticas adotadas em governos anteriores. Para Janio, trata-se de uma tentativa de retorno a um cenário anterior a avanços sociais e institucionais.
“Não, não são conservadores. Eles não venceram a Constituição nenhuma. Os vitoriosos são os que querem mudar para trás. São retrógrados, não são conservadores. Eles estão anunciando mudança da Constituição, da Previdência, enfim, várias coisas que tiveram algum avanço nas últimas décadas. E o conservadorismo seria a continuidade desse Brasil lamentável que está aí. Mas não, o propósito deles é tornar o Brasil ainda mais lamentável, voltando ao que foi necessário mudar”, apontou.
Ao tratar da votação de Flávio Bolsonaro, o Janio ainda relacionou o apoio recebido pelo candidato à forma como parte do eleitorado teria reagido às mortes durante a pandemia.
Para o jornalista, o resultado expressa uma mudança política que vai além da disputa entre dois candidatos. Janio afirmou que a votação de Flávio, de 56,1 milhões de votos, corresponde a cerca de um terço do eleitorado e, em sua avaliação, revela que milhões de pessoas não consideraram determinantes as consequências da condução da pandemia pelo governo anterior. “Nenhum brasileiro que votou em Flávio Bolsonaro agora deu a menor bola para essa morte brutal”, concluiu.
Confira o programa na íntegra:
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