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Gilberto Nascimento avalia avanço de Flávio e aponta força do voto evangélico na eleição
Jornalista afirma que pesquisas não captaram crescimento de última hora do candidato e diz que principais denominações evangélicas se alinharam à campanha

Foto: Agência Pública/Divulgação
O jornalista Gilberto Nascimento avaliou, durante entrevista ao Jornal da Cidade nesta quarta-feira (7), o resultado do primeiro turno da eleição presidencial e afirmou que pesquisas não teriam captado um possível crescimento de última hora de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Gilberto, a maioria dos levantamentos apontava Lula à frente por uma pequena vantagem.
O jornalista também citou informações que circularam após a eleição sobre um possível avanço de Flávio nos chamados “tracks” e entre agentes da Faria Lima. “Isso não chegou a ser medido ali nas pesquisas oficiais, mas parece que de última hora houve um avanço, sim”, disse.
Gilberto mencionou ainda a possibilidade de a proibição das bets ter influenciado o resultado. Segundo ele, torcidas de clubes de futebol teriam se engajado, na reta final, contra Lula e a favor de Flávio. O jornalista ponderou, porém, que o fator ainda precisa ser analisado. “Não se sabe exatamente quais os fatores que influenciaram ou que pesaram nessa decisão”, afirmou.
Voto evangélico
Ao comentar a relação de Lula com o segmento evangélico, grupo sobre o qual se debruçou em seu livro, Gilberto avaliou que o presidente tentou ampliar a aproximação durante a campanha. “Eu acho que o Lula tentou, né?”, afirmou. Ele citou lideranças evangélicas que apoiaram a candidatura, como os pastores Kleber Lucas, Sérgio Dusilek, Henrique Vieira e Caio Fábio.
Apesar desses apoios, Gilberto afirmou que os chamados evangélicos progressistas representam uma parcela minoritária do segmento. “Eles são considerados evangélicos progressistas, apoiam o Lula e o PT, mas são minoria”, disse.
O jornalista citou ainda grandes denominações evangélicas, como as Assembleias de Deus dos ramos Belém e Madureira, Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Universal do Reino de Deus, Renascer e Sara Nossa Terra. Segundo ele, essas igrejas “sempre tenderam ao apoio ao Flávio Bolsonaro agora, antes ao ex-presidente Jair Bolsonaro”.
Confira na íntegra:
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