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“A fórmula para escrever bem é escrever continuamente”; afirma professora de clube de escrita

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“A fórmula para escrever bem é escrever continuamente”; afirma professora de clube de escrita

Iniciativa de Isa Lorena nasceu em 2023 como extensão de oficinas e mantém encontros mensais de três horas até junho de 2027

“A fórmula para escrever bem é escrever continuamente”; afirma professora de clube de escrita

Foto: Fernanda Vilas/Metropress

Por: Metro1 no dia 09 de outubro de 2026 às 17:33

Não tem uma fórmula para escrever bem, a fórmula é escrever continuamente, é o que acredita a professora e jornalista Isa Lorena. Em entrevista ao Metropole Mais desta sexta-feira (9), Isa comentou sobre a importância da escrita no processo de organização. Ela ministra o Clube da Escrita, que oferece aulas gratuitas no Museu de Arte Moderna da Bahia. 

O Clube de Escrita foi criado em 2023, voltado ao desbloqueio da escrita e ao autoconhecimento. A iniciativa nasceu como extensão das oficinas que Isa já ministrava há mais de 15 anos, e, após ser aprovada no edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) hoje tem encontros mensais de três horas, com previsão de continuidade até junho de 2027. 

Antes de chegar ao MAM, as aulas passaram pelo Teatro Gamboa de forma esporádica e gratuita, custeadas pela própria professora. Segundo Isa, as aulas nunca foram uma forma de ganha-pão. Ela destaca ainda o pioneirismo do MAM, que oferece oficinas há 45 anos.

O clube tem a proposta de reunir pessoas diferentes, com alunos a partir dos 14 anos. “Gosto de dizer que é dos 14 aos 100”, afirma Isa, apesar de observar que hoje a maioria dos participantes é de adultos. Com o aumento da procura, as turmas, que antes tinham no máximo 20 pessoas, passaram a ter 30.

Cada encontro tem desafios e dinâmicas próprios, com exercícios diferentes e que são pensados e testados em sala de aula pela professora: “As atividades são sempre provocativas e trabalhamos inclusive com diversos autores brasileiros. Mas o foco não é na escrita literária, e sim no desbloqueio da escrita”, explicou.

Para Isa, o principal obstáculo é o medo de errar: “A gente trava porque quer começar já com o melhor texto, e não é assim”, diz. A professora relaciona o interesse crescente pela escrita a um declínio cognitivo que, segundo ela, ocorre em todo o mundo: “A gente avança tecnologicamente, mas abre mão do intelecto”. Para ela, escrever ajuda a ordenar o pensamento e a se posicionar melhor.

Confira a entrevista na íntegra: