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João Carlos Salles alerta para ameaças à educação e defende mobilização contra o fascismo

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João Carlos Salles alerta para ameaças à educação e defende mobilização contra o fascismo

No Jornal da Metropole no Ar desta terça-feira (13), reitor relacionou a defesa da democracia ao combate ao obscurantismo e alertou para projetos políticos que podem enfraquecer o ensino superior público

João Carlos Salles alerta para ameaças à educação e defende mobilização contra o fascismo

Foto: Metropress

Por: Metro1 no dia 13 de outubro de 2026 às 13:39

Atualizado: no dia 13 de outubro de 2026 às 13:39

A disputa do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e os riscos para a democracia e a educação pública foram abordados pelo reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), João Carlos Salles, durante entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta terça-feira (13). Após o primeiro turno, o filósofo defendeu o combate ao fascismo e ao obscurantismo e alertou para os efeitos de discursos autoritários sobre os direitos sociais e as instituições democráticas.

“Renunciar à universidade pública é renunciar à soberania nacional, é renunciar à possibilidade de nós termos um desenvolvimento científico sólido e eticamente comprometido com valores mais elevados” disse Salles. O reitor relacionou a defesa da educação pública ao cenário político do país e alertou para os riscos de projetos que podem enfraquecer as universidades, reduzir os investimentos em ciência e comprometer a democracia. 

O fascismo e os riscos à democracia

Salles afirmou que a influência do fascismo não se restringe às camadas populares e também pode alcançar intelectuais. Segundo ele, esse movimento se fortalece ao apresentar promessas que exploram insatisfações sociais e sentimentos de justiça, enquanto pode esconder práticas autoritárias sob o discurso da liberdade. O reitor também criticou os ataques às universidades durante o governo Jair Bolsonaro, quando instituições públicas foram associadas à chamada balbúrdia, e destacou a importância da ciência para o desenvolvimento do país.

“O fascismo consegue atrair para si as massas, porque apela de forma demagógica para as suas necessidades e exigências mais candentes. Ele não só instiga os preconceitos profundamente arraigados nas massas, como especula também com os melhores sentimentos destas, com sua sede de justiça, e às vezes até com suas tradições revolucionárias”, explicou.

Defesa da educação pública no segundo turno

As declarações ocorrem em meio à mobilização política para o segundo turno e às discussões sobre os rumos da educação superior no Brasil. Na quinta-feira (15), às 14h, a Reitoria da Ufba receberá um debate com o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus Vinicius David. Após o encontro, será realizado um ato em defesa da educação e da democracia, convocado pela APUB, pela Assufba e pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). Salles também mencionou a decisão da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) de apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando a importância da democracia, da autonomia universitária e do financiamento público da educação.

Confira a entrevista na ìntegra: