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Jornalista do ICL critica atuação de Nunes Marques no TSE e aponta favorecimento a Flávio Bolsonaro
Luís Costa Pinto questionou a imparcialidade do presidente do tribunal e citou relações atribuídas a ele com Daniel Vorcaro e suspeitas envolvendo precatórios

Foto: Reprodução/YouTube
O jornalista Luís Costa Pinto, do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), criticou a atuação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, durante entrevista ao Jornal da Cidade nesta terça-feira (13). Para o comentarista, o magistrado estaria agindo politicamente em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Kassio Nunes Marques virou o cabo e o André Mendonça o soldado com os quais o Eduardo Bolsonaro disse lá em 2018 ainda, antes da posse, no período de transição para o governo Jair Bolsonaro, que bastavam um cabo e um soldado para fechar o Supremo”, afirmou Costa Pinto, em referência à declaração feita pelo então deputado federal Eduardo Bolsonaro sobre o STF.
O jornalista também classificou como “absolutamente ilegal” a decisão monocrática de Kassio Nunes Marques e disse que a intervenção do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), representou uma humilhação para o presidente do TSE.
“Hoje à noite o plenário do TSE vai se reunir e vai dar um cascudo no presidente do TSE, porque ele está agindo politicamente a favor de um lado, e o lado do filho de quem o nomeou para o Supremo Tribunal Federal”, declarou.
Durante a entrevista, Costa Pinto também levantou questionamentos sobre a relação entre Kassio Nunes Marques e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. O jornalista mencionou gravações e informações de uma apuração jornalística sobre a suposta participação do ministro em um encontro privado com garotas de programa cujos serviços teriam sido pagos por meio de um esquema associado a Vorcaro.
Outro ponto abordado foi a chamada “Turma do KN”, expressão que, segundo Costa Pinto, estaria relacionada a um esquema envolvendo precatórios e pessoas ligadas ao ministro. O jornalista citou um escritório de advocacia que poderia receber até R$ 427 milhões em honorários caso avançasse a liberação de créditos judiciais de uma usina de açúcar de São Paulo, avaliados em R$ 8,5 bilhões.
Costa Pinto também mencionou a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, afirmando que o senador se referia ao ex-banqueiro como “meu irmãozão”.
Ao concluir sua análise, o jornalista voltou a questionar a permanência de Kassio Nunes Marques na presidência do TSE diante dos episódios mencionados. “É esse Kassio Nunes que continua pontificando no Tribunal Superior Eleitoral como presidente do tribunal, tendo todo esse passado condenando a isenção dele no processo político”, declarou.
Confira na íntegra:
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