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Avanço da PEC que põe fim à escala 6x1 pegou Flávio Bolsonaro de surpresa, aponta Thomas Traumann

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Avanço da PEC que põe fim à escala 6x1 pegou Flávio Bolsonaro de surpresa, aponta Thomas Traumann

Ex-chefe da Secom da Presidência e um dos jornalistas políticos mais experientes do país aponta que a votação da proposta obrigou o senador a rever o discurso contrário à medida

Avanço da PEC que põe fim à escala 6x1 pegou Flávio Bolsonaro de surpresa, aponta Thomas Traumann

Foto: Divulgação

Por: Metro1 no dia 15 de outubro de 2026 às 11:12

Atualizado: no dia 15 de outubro de 2026 às 11:32

Um dos jornalistas políticos mais experientes do país, analista da Globonews, ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República e ex-porta-voz do governo Dilma Rousseff, Thomas Traumann afirmou nesta quinta-feira (15) que a equipe de Flávio Bolsonaro (PL) foi surpreendida pelo avanço da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e precisou rever sua posição diante da pressão política e popular. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, ele avaliou que a votação da medida colocou a campanha do senador em uma situação difícil, já que o candidato havia prometido a aliados que a proposta não seria aprovada.

“Eles foram pegos de surpresa. A campanha deu uma melhorada e vem a história do Alcolumbre colocando essa pauta para votar e coloca a campanha do Flávio contra a parede. O Flávio prometeu a todas as filiações que isso não seria aprovado, que, se ele fosse eleito, seria engavetado. Então, ontem, ele teve que fazer um contorno”, afirmou Traumann.

Na avaliação de Traumann, a mobilização em torno da redução da jornada de trabalho ganhou força para além dos partidos políticos. Ele citou manifestações de estudantes e destacou que os atos não foram organizados pelo PT, mas contribuíram para alterar o clima da disputa eleitoral. Para o jornalista, a movimentação evidenciou a dimensão do apoio popular à pauta.

Traumann também destacou que a discussão sobre o fim da escala 6x1 começou com a iniciativa de um farmacêutico do Rio de Janeiro, que publicou um vídeo no TikTok após se incomodar com a obrigação de trabalhar aos sábados. A publicação viralizou, impulsionou a candidatura dele a vereador e ajudou a ampliar o debate, que posteriormente recebeu apoio político e avançou no Congresso Nacional.

O jornalista afirmou que a proposta responde a uma insatisfação presente na sociedade, relacionada à rotina de trabalho e às dificuldades financeiras enfrentadas pelos brasileiros. Ele também avaliou que o país está atrasado em relação a outras nações nesse debate.

Ao comentar a tramitação da medida, Traumann disse que não esperava a aprovação e considerou que, se a votação tivesse ocorrido em junho, os efeitos da mudança poderiam ter beneficiado a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já que a transição começaria durante o período eleitoral. No entanto, os conflitos políticos entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atrasaram a votação. Para o jornalista, a decisão de pautar a proposta acabou pressionando Flávio a ajustar seu discurso e a defender uma implementação gradual, a partir de dezembro.

Confira entrevista na íntegra: