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"Motoboys podem perder direitos com governo de direita"; avalia vice-presidente da Associação de Motoentregadores da Bahia
Categoria pede "taxa mínima" de R$ 10 até 4km e adicional por tempo de espera; associação apresentou pautas ao Governo Lula em Brasília

Foto: Reprodução/Youtube/Portal Metro1
A categoria de motoentregadores avaliam possíveis perdas com a possibilidade de um novo governo de direita. É o que explica André Vieira, vice-presidente da Associação dos Motoentregadores da Bahia (AMMM) em entrevista ao Metropole Mais desta quinta-feira (14). Segundo ele, o governo de Jair Bolsonaro foi marcado por quatro anos de sucessivas manifestações pedindo melhores qualidades de trabalho. Enquanto o último governo recebeu os trabalhadores desse setor em Brasília, para que apresentassem suas pautas.
Uma das maiores demandas da categoria atualmente, segundo Vieira, é a taxa mínima de 10 reais para até 4km, além de adicionais por distância e tempo de espera: “Hoje a taxa mínima é R$ 3,50, tanto para a 99pop quanto o iFood. Eles fazem ainda a chamada “semana turbinada”, quando cobram um valor menor com a promessa de que haveria compensação pela quantidade de pedidos, mas não é isso que acontece”, afirmou.
O entrevistado defende que houve uma mudança na modalidade de entregas ao longo dos anos, e que cada vez mais motoentregadores se cadastram em plataformas online. Ele acredita que, apesar da maior praticidade, a tecnologia precisa ser uma aliada do trabalhador nesse processo: “Eu acredito que a tecnologia precisa servir à sociedade, não pode ser utilizada para fins só de capital”, diz.
Além disso, Vieira sustenta que é preciso olhar para o passado para compreender o futuro, e que independente do candidato a ser eleito, a categoria de motoentregadores precisa ser contemplada de alguma forma: “Eles (os candidatos) precisam olhar para essa situação. E nós precisamos encarar as propostas de cada governo. As do Flávio, eu não concordo, porque durante a eleição tudo vale, voltar atrás, se precipitar, etc, mas quando se está no poder, já é outra coisa”, contou.
Confira a entrevista na íntegra:
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