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Alexandre Padilha critica negacionismo na pandemia e pede que Brasil não esqueça as 700 mil mortes
Durante o Jornal da Metropole no Ar desta segunda-feira (19), o ministro da Saúde recordou a atuação durante a pandemia e defendeu o preparo do país para futuras emergências

Foto: Reprodução/YouTube
Relembrar as mais de 700 mil mortes por Covid-19 no Brasil é fundamental para compreender os riscos de uma gestão que desconsidera a ciência e para evitar que erros semelhantes se repitam em futuras crises sanitárias. O alerta foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar, nesta segunda-feira (19), ao recordar a atuação do governo Jair Bolsonaro durante a pandemia e defender a preservação da memória das vítimas.
“Eu realmente nunca imaginei que a gente ia passar por uma situação como aquela, você sabe, eu sou médico, sou infectologista, na época eu estava como deputado, montando até uma comissão de fiscalização, para buscar resistir, pressionar, fazer propostas, e foi de fato um exercício de resistência que a gente nunca pode esquecer, e não vai esquecer não, meu amigo, não vai esquecer, em nome das 700 mil vidas mortas, perdidas, mas também em nome dos profissionais de saúde”, afirmou Padilha.
Durante a entrevista, Padilha também criticou a disseminação de discursos que desacreditavam a ciência e ressaltou o trabalho de médicos, enfermeiros e outros profissionais que atuaram no combate à pandemia. Ele também ressaltou o trabalho dos profissionais de saúde que atuaram durante a emergência sanitária e a importância de reconhecer as perdas humanas provocadas pela doença.
“Tem dois tipos de negacionistas, tem o negacionista da vacina, que tenta negar a importância da vacina e da ciência, e tem outro tipo de negacionista, que é aquele que tenta fazer com que a gente esqueça o que aconteceu na pandemia, a gente nunca pode esquecer”, declarou.
Padilha afirmou que recordar as falhas na condução da crise é essencial para avaliar as consequências de decisões políticas sobre a saúde pública. Ele citou investimentos em novas tecnologias de vacinas, a preparação da Fiocruz e o planejamento de respostas a futuras pandemias como parte das medidas para evitar que o país volte a enfrentar uma emergência sem a devida preparação.
Confira a entrevista na íntegra:
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