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Secretário reconhece atrasos no transporte público durante votação em Salvador, mas nega ação para prejudicar eleitores

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Secretário reconhece atrasos no transporte público durante votação em Salvador, mas nega ação para prejudicar eleitores

Segundo o secretário, os problemas foram provocados por uma ação que classificou como “coordenada e sistemática” do Sindicato dos Rodoviários

Secretário reconhece atrasos no transporte público durante votação em Salvador, mas nega ação para prejudicar eleitores

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 30 de outubro de 2026 às 09:39

Atualizado: no dia 30 de outubro de 2026 às 10:00

O secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, reconheceu que houve problemas na operação do transporte público durante o domingo de eleição, com atrasos na circulação de ônibus e dificuldades para o deslocamento de eleitores. Em entrevista à Rádio Metropole, na sexta-feira (30), ele negou, no entanto, que tenha ocorrido uma ação deliberada da Prefeitura ou do prefeito Bruno Reis para prejudicar a votação.

Segundo o secretário, os problemas foram provocados por uma ação que classificou como “coordenada e sistemática” do Sindicato dos Rodoviários. De acordo com Pablo, integrantes da entidade interromperam a saída dos ônibus das garagens para realizar a aplicação de adesivos políticos nos veículos. Na garagem Plataforma G5, a situação provocou um conflito entre pessoas envolvidas na ação e a equipe da Secretaria de Mobilidade (Semob), que foi ao local para impedir a interrupção da saída dos coletivos. Segundo Pablo, o episódio afetou 75 ônibus.

O secretário informou que a operação nas garagens foi normalizada entre 9h30 e 10h. Por volta das 11h, os pontos de ônibus registraram maior concentração de passageiros, reflexo dos atrasos. A circulação foi regularizada por volta das 13h. Questionado sobre uma possível ordem de Bruno Reis para segurar os ônibus e prejudicar eleitores, Pablo negou a hipótese. “Bruno jamais faria isso. Bruno não fez isso”, afirmou.

O secretário reconheceu que os problemas operacionais tiveram impacto no deslocamento dos eleitores, mas afirmou que não houve determinação do prefeito ou de qualquer órgão público para interferir no processo eleitoral. Durante a entrevista, Pablo também explicou que estava na França em uma missão oficial, a convite do presidente Emmanuel Macron, para conhecer projetos de teleféricos e ônibus elétricos que, segundo ele, poderão ser implantados em Salvador. Ele afirmou que retornou ao Brasil na segunda-feira (26), mesmo com um mandado de prisão em aberto, posteriormente derrubado pelo próprio Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Confira na íntegra: