Em contato com o Metro1, a assessoria do colégio Salesiano Dom Bosco da Paralela denunciou, na tarde desta quinta-feira (22), a destruição de uma praça "adotada" pela instituição de ensino pelas obras do metrô de Salvador. De acordo com a escola, a Praça Dom Bosco, localizada no canteiro da avenida Paralela, teve pedras portuguesas, placas de madeira de reflorestamento, grama, plantas e demais estruturas que compõem a praça danificadas e retiradas, sem aviso, para a construção de parte da obra do metrô.
Ainda de acordo com a escola, a ação das obras da CCR aconteceu na manhã desta quinta e apenas a escultura do bicentenário de Dom Bosco, obra de Bel Borba, continua em pé, mas sendo danificada pela quantidade de material encostado na obra. A Praça Dom Bosco foi revitalizada e adotada há cerca de um ano e meio pela escola através do Projeto de Adoção de Praças da Prefeitura de Salvador.
Em um vídeo, gravado por funcionários da escola, é possível ver funcionários da obra do metrô no local e a praça já sem as estruturas que foram retiradas e danificadas.
Em resposta ao Metro1, a CCR Metrô Bahia alegou que, por conta da implantação de um retorno elevado na Av. Paralela, as dimensões da praça precisaram ser reduzidas, e que as intervenções no local foram aprovadas pelos órgãos competentes. Contudo, a empresa não respondeu sobre a responsabilidade dos danos ou se a instituição havia sido avisada da reforma.