Domingo, 28 de novembro de 2021

Saúde

Médicos dão depoimentos pessoais sobre a pandemia da Covid-19

Especialistas comentam o avanço da pandemia e como cada um se comportou para lidar com o isolamento

Médicos dão depoimentos pessoais sobre a pandemia da Covid-19

Foto: Metropress

Por: Matheus Simoni no dia 17 de fevereiro de 2021 às 13:16

Médicos e especialistas em diversas modalidades médicas conversaram hoje (17) com Mário Kertész durante o Jornal da Metrópole no Ar da Rádio Metrópole e deram depoimentos pessoais sobre a pandemia da Covid-19. Conversaram durante o programa Osmário Salles, médico endocrinologista; Rosa Garcia, médica psiquiatra; Maurício Nunes, médico cardiologista; e Francisco Hora, médico pneumologista.

Confira trechos dos depoimentos: 

Osmário Salles - Temos tido várias mutações atualmente descritas. Tive dois colegas meus que tinham sido vacinados e que estão com forma grave de Covid-19 e não-grave. O Covid mata diretamente. Mas talvez as mortes indiretas sejam bem maiores. Estamos diante de uma epidemia de depressão, pânico, ansiedade, obesidade, alcoolismo, sarcopenia e embolia pulmonar. 

Rosa Garcia - É uma situação muito comprometedora. Me lembro de Fernando Pessoa: 'O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente'. Nós, como estamos nessa situação, às vezes chegamos a fingir que é dor a dor que realmente sentimos. Atividade física é difícil. Fazer em casa é difícil, já que na rua não pode. A depressão realmente existe e o indivíduo tem que estar atento a isso e tratar a depressão.

Francisco Hora - Tenho observado desde o início da pandemia uma relação estranha. No início era uma sensação de overuse, de tudo. Era um excesso de live, ver os filmes que não viu, livros que não leu e aí perdemos a noção de tempo. As pessoas não tinham mais hora para comer e cada um foi estabelecendo o seu horário. Depois ficamos entre a overdose e o tédio. É aquela figura clássica do prisioneiro do amor.

Maurício Nunes - Todos nós havemos de concordar que é uma fase muito difícil para cada um de nós, que se adapta à sua situação, seja saindo de casa. A única vez que saio de casa é para ir para a fisioterapia ou para Interlagos, onde tenho uma casa, um local aberto. Se chegarmos a esses distúrbios de comportamentos que Rosa colocou, a gente fica maluco. Esse levanta, senta na poltrona, assiste filme, não assiste, não é fácil.

Confira o programa na íntegra, durante a primeira hora do Jornal da Metrópole no Ar: 

 

 

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