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Saúde

Secretário critica cronograma de vacinação do governo federal

De acordo com Prates, Salvador vive risco de colapso no sistema de saúde nesta semana

[Secretário critica cronograma de vacinação do governo federal]
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 02 de Março de 2021 ⋅ 08:25


O secretário municipal de Saúde, Léo Prates, avaliou a situação de pré-colapso do sistema de saúde de Salvador e a crise provocada pela pandemia do coronavírus. "É uma situação que nunca vivemos na pandemia. Acordamos com 96 pessoas solicitando regulação nas UPAs e 54 em UTI. Eu diria que o sistema de saúde caminha a passos largos para colapsar", afirmou o gestor, em entrevista a Mário Kertész hoje (2), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole. Ainda segundo Prates, o alto índice de casos é evidenciado pela circulação de novas variantes do coronavírus. O risco de colapso, de acordo com o secretário, é cada vez mais evidente nesta segunda onda. 

"Nós tivemos a confirmação através da Sesab dessas três cepas: a peruana, a que está sendo chamada de 'Brasil' e a do Reino Unido. Apesar de termos dados epidemiológicos que não são bons nesse momento, não são nada parecidos com o auge da primeira onda. Estamos numa situação no sistema de saúde muito pior que a primeira onda. Nós nunca tivemos risco de colapso na primeira onda, mas hoje temos, especialmente nas UPAs", afirmou.

Léo Prates também criticou a falta de um cronograma de chegada das vacinas contra a Covid-19 após repasse do governo federal. Segundo o gestor, os imunizantes se esgotam rápido em função do esquema de vacinação do município. A previsão mais recente para a chegada de novas vacinas é para esta quarta-feira (3).

"Não tem cronograma. É uma semana para outra, um dia de cada vez. Tenho sempre comparado time de vacinação com um time de futebol. Na quinta-feira tivemos pela primeira vez problema na vacinação. Tivemos problema na USF de San Martin e no Centro de Convenções. Rapidamente nós agimos e conseguimos com o secretário Marcelo Oliveira uma escola ao lado da unidade da San Martin e criamos uma sala de vacina. No Centro de Convenções, criamos um centro de vacinação na Jorge Amado e conseguimos dividir o público, melhorando o sistema. No domingo já estava funcionando muito melhor", disse o chefe da pasta.

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