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Saúde

Drauzio Varella critica negacionismo do governo brasileiro e inércia de Bolsonaro

Médico afirmou que chegou a ficar otimista diante dos primeiros casos de coronavírus no mundo, mas perdeu a esperança diante da postura do Brasil

[Drauzio Varella critica negacionismo do governo brasileiro e inércia de Bolsonaro]
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 11 de Março de 2021 ⋅ 08:35

O médico e escritor Drauzio Varella admitiu que chegou a se considerar otimista diante do surgimento do coronavírus, mas que perdeu as esperanças ao ver a reação do país com o avanço dos casos. Em entrevista a Mário Kertész hoje (11), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, especialista criticou a postura do governo brasileiro diante das mortes. "Já fui otimista. Até bem otimista. Em janeiro do ano passado, quando não havia casos no Brasil, achei que haveria uma epidemia, mas que ela não provocaria mais mortes que as gripes comuns. Mas em fevereiro, quando ela chegou na Itália e lotou as UTIs, todos nós entendemos o que estava se passando. O Brasil reagiu e a gente deveria ter tido naquele momento uma liderança nacional que coordenasse todo o esforço de combate à epidemia. Essa é a função dos governos", disse Drauzio.

Segundo Drauzio Varella, a reação de Bolsonaro com o aumento de casos de coronavírus contribuiu para o país perder o controle do avanço do vírus. "Quando vi ele saindo sem máscara e promovendo aglomerações, eu pressenti que iria acontecer uma tragédia no Brasil. Não que ele seja o único responsável, claro que não. Mas ele, como líder, tem que dar o exemplo. Se o exemplo que ele dava e tem dado era esse, como a população vai reagir? Um homem que tem popularidade e como os que confessam dos mesmos ideais dele vão reagir?", questionou. 

"Toda essa negação fez com que a gente não comprasse vacina, que é a única saída para o nosso problema. Nós chegamos agora no estágio que estamos, com a epidemia se disseminando e correndo a solta no Brasil, sem vacinas para administrar, e você vê o ministro da Economia dizer que a única solução para a economia são as vacinas. Agora que ele percebeu?", finalizou o médico. 

Veja a entrevista completa:

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