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Saúde

Denúncia: idosa aguarda regulação desde dezembro na UPA do Cabula

A saúde é, frequentemente, criticada por parte da população. As insatisfações se manifestam de diversas formas. Os pacientes atendidos nas unidades de pronto atendimento (UPAs), em Salvador continuam esperando até meses por uma acomodação. Desta vez, a denúncia foi feita pelo Conselho Municipal de Saúde de Salvador. [Leia mais...]

[Denúncia: idosa aguarda regulação desde dezembro na UPA do Cabula]
Foto : Manu Dias/GOVBA

Por Camila Tíssia no dia 10 de Fevereiro de 2016 ⋅ 13:48

A saúde é, frequentemente, criticada por parte da população. As insatisfações se manifestam de diversas formas. Os pacientes atendidos nas unidades de pronto atendimento (UPAs), em Salvador, continuam esperando até meses por uma acomodação. Desta vez, a denúncia foi feita pelo Conselho Municipal de Saúde de Salvador. Em visita nessa terça feira (09), à UPA do Cabula (próximo ao Hospital Roberto Santos), os conselheiros foram informados, que a equipe de plantão estava incompleta, faltando um médico clínico. 
 
A situação aconteceu no momento em que o fluxo era intenso na sala amarela e foi necessário instalar mais um leito para atender a demanda e na sala vermelha todos os leitos estavam ocupados. Foi possível identificar a demora na regulação, foram encontrados alguns pacientes com longa permanência, em destaque o caso de uma paciente idosa (81 anos) que está aguardando regulação para uma intervenção vascular desde 20 de dezembro de 2015.

De acordo com o Conselho, outro paciente, do sexo masculino, aguarda a mesma especialidade desde 15 de janeiro. "No olhar das pessoas era possível ver a falta de fé na possibilidade de acontecer à regulação seja para um especialista ou uma UTI – Unidade de Terapia Intensiva, um cenário que não foi diferente de outras unidades no município de Salvador". 

Ainda segundo o Conselho, uma gestora na UPA dos Barris chegou a dizer que o cenário era algo normal e que os idosos muitas das vezes tem  como opção a chamada “alta celestial” como caminho para solução e minimização do seu sofrimento.

De acordo com o presidente do Conselho, Marcos Antonio Sampaio, as UPAS não foram criadas para se tornarem depósito de pessoas ou para serem transformadas em mini- hospitais de internação prolongada. "Precisamos discutir o tempo de permanência dos pacientes nessas unidades com mais seriedade, e atenção redobrada, para a saúde do idoso em nosso município e estado; nenhum idoso merece ser internado nessas unidades e sofrerem ate a morte, no aguardo de uma transferência que demora excessivamente a chegar", afirmou.

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