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Infectologista alerta governo e prefeitura sobre falta de antibióticos pediátricos

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Infectologista alerta governo e prefeitura sobre falta de antibióticos pediátricos

Especialista foi entrevistado do Jornal da Bahia no Ar nesta segunda-feira (6)

Infectologista alerta governo e prefeitura sobre falta de antibióticos pediátricos

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Mariana Bamberg no dia 06 de junho de 2022 às 10:34

Tiago Lôbo, médico infectologista do Hospital Couto Maia, foi o entrevistado do Jornal da Bahia no Ar desta segunda-feira (6). Em entrevista a José Eduardo, o especialista chamou atenção para a falta de antibióticos pediátricos nas farmácias diante do alto número de casos de viroses infantis no estado.

“Em abril e  maio, tivemos um aumento muito grande de virose infantil, o que gerou aumento também de internações. Os vírus predominantes eram o sincicial respiratório e o rinovírus. E desde janeiro, estamos sofrendo com falta de alguns antibióticos, como a amoxicilina, que é muito usada para tratar essas infecções nas vias aéreas altas”, explicou o especialista.

O infectologista afirmou ainda que até no tratamento da própria Covid, “que tem se mostrado com muitos sintomas respiratórios altos, como secreção nasal e podendo ter sinusite”, pode ser necessário o uso desses antibióticos.

“Se não tiver o antibiótico, a criança pode agravar. A sinusite é uma doença que, muitas vezes, vai tratar mesmo sem antibiótico, mas alguns casos podem evoluir para uma doença mais grave, e só o antibiótico que vai combater", disse.

Lôbo pediu ainda que prefeituras e governos olhem para o problema e tomem uma atitude no sentido de prevenir novos internamentos e prejuízos causados pela falta de medicamentos durante o tratamento.

“É preciso que as prefeituras e governos fiquem atentos a isso. Talvez pedir um reforço dessas medicações para que a gente não sofra. São medicamentos que têm em média 2 anos de validade. Se forem compradas agora, talvez a gente não compre em 2 ou 4 meses. Mas [esperamos] que seja um problema enfrentado a nível municipal e não pessoas enfrentando no dia a dia, indo na farmácia e não achando. Para que, assim, a gente não gere outros internamentos secundários por infecções bacterianas”, alertou o infectologista.