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Vecina diz que ministério deixou de comprar vacinas contra Covid para crianças e usou dinheiro em campanha

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Vecina diz que ministério deixou de comprar vacinas contra Covid para crianças e usou dinheiro em campanha

Médico sanitarista ressaltou que somente este ano mais de 450 crianças, com menos de 5 anos, foram mortas pela Covid

Vecina diz que ministério deixou de comprar vacinas contra Covid para crianças e usou dinheiro em campanha

Foto: Reprodução/Radio Metrópole

Por: Rodrigo Daniel Silva no dia 13 de dezembro de 2022 às 09:22

O médico sanitarista Gonzalo Vecina disse, nesta terça-feira (13), que criminosamente o Ministério da Saúde deixou de comprar vacinas contra Covid-19 para crianças menores de 5 anos e usou o dinheiro para campanha eleitoral à reeleição Jair Bolsonaro (PL), que acabou derrotado pelo agora presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Vecina, somente este ano mais de 450 crianças, com menos de 5 anos, foram mortas pela Covid-19. Do total, 40% eram saudáveis.

"Se elas tivessem sido vacinadas, elas não teriam a doença. Ou não teriam, pelo menos, a doença grave. Mas o ministro (da Saúde, Marcelo) Queiroga, em vez de cumprir a proposta feita pela comissão de assessoramento do Ministério, pela Anvisa, ele resolveu fazer uma consulta pública para perguntar se devia ou não devia usar a vacina, que já estava recomendada. Por que o Ministério não comprou vacina para as nossas crianças e não iniciou a vacina das nossas crianças? O dinheiro foi todo gasto nessa campanha eleitoral, de forma errada, para não dizer criminosa e tem que ser averiguada", salientou Gonzalo Vecina, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metropole.

Gonzalo Vecina afirmou que o crescimento de casos de Covid-19 é preocupante, mas é natural. "O vírus vai tendo constantes mutações em que se reproduz. Essas mutações dão novo fôlego para o vírus. Se o vírus muda ganha capacidade de nos infectar novamente.  Então, o que temos que fazer? Temos que nos vacinar. Isso que é importante. Nós sabemos que as vacinas , que nós temos em uso hoje, não protegem contra a variante ômicron. Mas protegem contra doenças graves e mortes. Quem é vacinado tem 26% menos chance de morrer", pontuou.

Confira a entrevista na íntegra: