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Inca inicia estudo para rastrear câncer de pulmão no SUS

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Inca inicia estudo para rastrear câncer de pulmão no SUS

Pesquisa no Rio vai avaliar uso de tomografia de baixa dose para detectar doença precocemente

Inca inicia estudo para rastrear câncer de pulmão no SUS

Foto: Divulgação/Freepik

Por: Metro1 no dia 01 de abril de 2026 às 14:36

O Instituto Nacional de Câncer anunciou, nesta quarta-feira (1º), o início de um estudo de dois anos para avaliar a implementação de um programa de rastreamento do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS).

O tumor de pulmão, traqueia e brônquios é a principal causa de morte por câncer no Brasil, mas pode ter menor letalidade quando identificado precocemente.

A pesquisa será conduzida em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e conta com patrocínio da farmacêutica AstraZeneca. O recrutamento deve começar ainda no primeiro semestre deste ano.

Ao menos 397 participantes serão selecionados entre pessoas cadastradas no Programa de Controle do Tabagismo da rede municipal. Os voluntários devem ter entre 50 e 80 anos, ser fumantes ou ex-fumantes e não apresentar diagnóstico prévio ou sintomas da doença.

O objetivo é identificar nódulos em estágio inicial, permitindo intervenção antes do avanço do câncer e reduzindo a necessidade de tratamentos agressivos.

O estudo também vai analisar a viabilidade do rastreamento em regiões com alta incidência de doenças respiratórias, como a tuberculose, que pode gerar falsos positivos e exames desnecessários.

Para o rastreio, será utilizada a tomografia computadorizada de baixa dose, exame que expõe o paciente a menor radiação em comparação ao modelo convencional. Caso o programa seja incorporado ao SUS, a proposta é que os exames sejam realizados em policlínicas, com encaminhamento pelas Unidades Básicas de Saúde.

Pacientes diagnosticados durante o estudo serão acompanhados e tratados no Hospital do Câncer 1, unidade de referência do Inca no Rio. O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.

Dados mais recentes apontam que o Brasil registrou 32,4 mil mortes por câncer de pulmão em 2024, número superior ao de outros tipos, como próstata e mama. Para o período entre 2026 e 2028, a estimativa é de 35,3 mil novos casos anuais.

Especialistas destacam que o principal fator de risco é o tabagismo, além de exposições ambientais. Nos estágios iniciais, os sintomas podem ser discretos, o que dificulta o diagnóstico precoce.