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Anvisa revê regras de canetas emagrecedoras após alta importação de insumos para tirzepatida

Saúde

Anvisa revê regras de canetas emagrecedoras após alta importação de insumos para tirzepatida

Agência aponta uso irregular e aumento de efeitos adversos

Anvisa revê regras de canetas emagrecedoras após alta importação de insumos para tirzepatida

Foto: Freepik

Por: Metro1 no dia 06 de abril de 2026 às 15:55

A Anvisa informou que vai revisar e endurecer as regras para importação e manipulação de medicamentos à base de tirzepatida após identificar um aumento expressivo na entrada de insumos no país.

Entre novembro de 2025 e abril de 2026, o Brasil importou mais de 100 quilos de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) destinados à produção da substância, quantidade suficiente para cerca de 20 milhões de doses de 5 mg.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (6), durante coletiva de imprensa em que a agência apresentou um panorama sobre a circulação de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, utilizados no tratamento de diabetes e também para emagrecimento.

Os IFAs são as substâncias responsáveis pelo efeito dos medicamentos. No caso da tirzepatida, eles servem de base para a produção das chamadas “canetas”, usadas por pacientes no controle da glicemia e, em alguns casos, para perda de peso.

No Brasil, além dos medicamentos industrializados com registro sanitário, a legislação permite a produção na forma magistral, quando farmácias de manipulação preparam o produto sob demanda. Segundo a Anvisa, esse modelo ampliou a circulação dessas substâncias e levantou dúvidas sobre o cumprimento das normas sanitárias.

A agência destacou que há indícios de irregularidades, como a venda em larga escala por farmácias de manipulação, o que não é permitido pela legislação vigente.

Aumento de riscos

A revisão das regras ocorre em meio ao crescimento de notificações de efeitos adversos associados a esses medicamentos. Dados apresentados pela Anvisa mostram que cerca de 26% dos casos estão relacionados ao uso fora das indicações previstas em bula, conhecido como uso off-label.

Apesar de confirmar a revisão, a agência ainda não detalhou quais mudanças serão implementadas nas normas para manipulação e comercialização desses produtos.