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Anvisa firma acordo com autoridade sanitária do Paraguai para troca de informações e fiscalização de produtos

Saúde

Anvisa firma acordo com autoridade sanitária do Paraguai para troca de informações e fiscalização de produtos

Ação prevê o combate à falsificação e ao contrabando de medicamentos, cosméticos e outros produtos

Anvisa firma acordo com autoridade sanitária do Paraguai para troca de informações e fiscalização de produtos

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 21 de agosto de 2026 às 17:35

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Direção Nacional de Vigilância Sanitária (Dinavisa), do Paraguai, firmaram nesta quinta-feira (20) um acordo para troca de informações, apoio a ações de controle nas fronteiras e o combate à falsificação e contrabando de produtos. A resolução é válida por cinco anos e substitui o acordo em vigor desde março de 2024. 

Está previsto o compartilhamento de informações sobre a fabricação e distribuição de insumos farmacêuticos, medicamentos, cosméticos, produtos de tabaco, entre outros. Além disso, foram estabelecidos o registro, a fiscalização e monitoramento após inserção do produto no mercado. Para o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, ações conjuntas entre países são importantes para combater irregularidades :"A aproximação regulatória entre os países da região é um passo importante para incrementar as ações de fiscalização", disse. 

O acordo também prevê a prática de “reliance” entre as duas autoridades sanitárias, onde um relatório de avaliação produzido por um país pode ser reconhecido e utilizado pelo outro, sem necessidade de refazer a análise. Para Jorge Iliou Silvero, diretor da Dinavisa, "os dois países dividem desafios em comum na proteção da saúde da população", defendeu.

Desde a popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, a procura por medicamentos que tem como princípio ativo a tirzepatida, cresceu no Brasil. Atualmente, uma caixa de Mounjaro, que possui essa substância, custa entre R$ 1.400 e R$ 3.500. Versões paraguaias do medicamento custam em torno de R$ 430. A diferença de preços estimulou a circulação de produtos do Paraguai que não têm autorização da Anvisa e que são frequentemente alvos de fiscalização e apreensão.