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Bahia prorroga por 180 dias emergência zoossanitária por circulação do vírus da gripe aviária

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Bahia prorroga por 180 dias emergência zoossanitária por circulação do vírus da gripe aviária

Medida foi assinada por Jerônimo Rodrigues e tem efeito retroativo a 18 de julho; estado mantém ações de vigilância e prevenção contra a gripe aviária

Bahia prorroga por 180 dias emergência zoossanitária por circulação do vírus da gripe aviária

Foto: Magnific

Por: Metro1 no dia 17 de setembro de 2026 às 09:28

Atualizado: no dia 17 de setembro de 2026 às 11:36

O Governo da Bahia prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território baiano devido à circulação do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), conhecido como H5N1, em aves silvestres.

A medida foi assinada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na terça-feira (15). O novo período tem efeito retroativo a 18 de julho e está previsto no Decreto nº 24.811, de 14 de setembro.

A emergência havia sido estabelecida após a confirmação do H5N1 em uma ave silvestre marinha da espécie trinta-réis-real, encontrada em Caravelas, no extremo sul da Bahia, em junho de 2023. Na ocasião, três pessoas que tiveram contato com a ave foram monitoradas, mas não apresentaram sintomas gripais.

Vigilância

Com a prorrogação, permanecem as ações de vigilância e prevenção contra a doença no estado. O acompanhamento é feito por órgãos de defesa agropecuária e de saúde.

A Influenza Aviária é uma doença infecciosa que afeta principalmente aves, mas também pode atingir mamíferos, incluindo seres humanos. Em animais infectados, o vírus pode ser eliminado por meio da saliva, secreções respiratórias e fezes.

A transmissão para pessoas é considerada rara e está associada principalmente ao contato direto e desprotegido com animais infectados ou ambientes contaminados. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão do H5N1 entre humanos é muito rara e, quando ocorre, é limitada, ineficiente e não sustentada.

A orientação para a população é não tocar em aves silvestres doentes ou mortas. Animais encontrados nessas condições devem ser comunicados aos órgãos responsáveis pela vigilância.

Na Bahia, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) já havia recomendado, durante a emergência iniciada em 2023, que a população evitasse contato direto com aves silvestres, especialmente espécies marinhas e migratórias.