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Bahia

'Aprendi muito mais com a doença', diz Badaró após se recuperar da Covid-19

Infectologista revelou que escreveu dois projetos de pesquisa enquanto estava doente e está finalizando um livro

['Aprendi muito mais com a doença', diz Badaró após se recuperar da Covid-19]
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 27 de Janeiro de 2021 ⋅ 08:24

O médico infectologista Roberto Badaró comemorou a recuperação da Covid-19, após ter sido infectado com a doença no início do ano. Em entrevista a Mário Kertész hoje (27), na Rádio Metrópole, ele se emocionou ao lembrar dos períodos difíceis enquanto esteve em graves condições. "Sobrevivi. Venci o vírus e agora já voltei no combate a ele. Gostaria de deixar um depoimento aqui. Três coisas são muito importantes para vencer o coronavírus: a primeira delas é o apoio da família. Minha mulher, Ana Cristina, mesmo de Covid-19, esqueceu sua doença e se dedicou a mim. Meus filhos, Flávia, que se mudou para minha casa, Roberta e Felipe. Meu enteado, Felipe, 24h acordado e controlando o oxigênio para que eu não tivesse dificuldade. Todos à disposição", disse o infectologista.

Ainda de acordo com Badaró, a equipe médica também foi um diferencial para ajudá-lo a superar o coronavírus. "A segunda coisa é uma equipe médica excepcional, a quem quero agradecer o apoio incondicional do Instituo Nacional de Tecnologia da Saúde, que administra o Hospital Espanhol. Colocaram toda a estrutura do hospital ao saber que decidi ficar em casa para me apoiar. Colocaram a competência deles e a farmacêutica Ana Patrícia, de uma eficiência inigualável. Ela montou uma UTI em minha casa em 24h. A equipe de enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos se mobilizou para me apoiar", declarou. 

O infectologista também falou sobre o apoio recebido por diversos amigos e colaboradores enquanto lutava contra a Covid-19. Ele citou a equipe do Grupo Metrópole, em especial Mário Kertész, e agradeceu a todas as mensagens de carinho." As centenas de amigos rezando por mim. Quantas vezes eu vi mensagens suas [Mário] e de todos, torcendo por mim. Não sabia que eu era tão querido. Mesmo nos hospitais, como o Aliança, deixaram à disposição um leito de UTI se eu decidisse me internar. O próprio Sírio Libanês, do Kalil, disse que estaria com uma UTI para me buscar", afirmou. 

Produção científica

Roberto Badaró ainda falou que a decisão de não se internar teve como princípio garantir a eficácia do trabalho desenvolvido por ele no Hospital Espanhol. "Eu decidi ficar em casa e usar a equipe do Espanhol porque, se eu fosse para qualquer outro hospital, o que eu montei no Espanhol para servir ao público, se não serve para mim, também não serviria para eles. Eu estaria contrariando um princípio da minha convicção, que o que fiz lá eu fiz para servir de uma maneira eficiente para todos. Por isso tomei a decisão de não ir para lugar nenhum", falou.

Ainda de acordo com o médico, o período em que ele se recuperava da doença serviu também para a produção científica. "Durante a epidemia, quando eu pude abrir os olhos, beirei a morte. Respirar somente com um cateter de oxigênio, sem máscara e sem nada. Eu disse que tinha que sobreviver isso lutando. Usar a mente, só precisava da mão e olhos. Escrevi dois projetos de pesquisas em inglês para o exterior com novos produtos para tratar os doentes. Estou terminando de escrever um livro e vou contar parte dele. O médico, cientista e paciente. Eu achava que sabia muito do coronavírus sendo médico e cientista, mas aprendi muito mais com a doença", disse o médico.

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