
Bahia
Defensoria garante leito para grávida quilombola em risco de morte após parto prematuro
Família tentou realizar o parto em Cachoeira, mas a cidade não tem estrutura para esse tipo de atendimento

Foto: Divulgação/ Defensoria/ Arquivo pessoal de Crispim dos Santos
Israel nasceu de oito meses em Salvador na última quarta (30), com cerca de dois quilos e quatrocentos gramas. Seu parto prematuro em segurança, preservando também a vida e saúde de sua mãe, Ana Paula dos Reis, de 41 anos, foi possível em virtude de atuação da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA).
“Foi uma situação muito aflitiva, já que não estávamos esperando um parto prematuro. Cachoeira não tem até hoje, infelizmente, estrutura para partos assim. Era preciso ir para Feira de Santana ou Salvador, que são as cidades mais próximas com esta estrutura. Pedi ajuda para amigos, conhecidos, todos para que essa regulação urgente ocorresse. Desde que a Defensoria conseguiu esta transferência, eu chorei de alegria”, relatou Crispim dos Santos, de 43 anos, pai do recém-nascido.
A Defensoria assegurou, de forma extrajudicial, a efetividade ao procedimento de regulação de leitos, de modo que fosse encaminhada à capital baiana a emergência com origem na cidade de Cachoeira, recôncavo do estado.
“Já tivemos dois filhos que nasceram em casa com parteira, mas neste caso não tinha como. Eram necessárias outras precauções. Fomos bem tratados no hospital aqui em Cachoeira, mas não havia sequer incubadora e o caso dela requeria mais cuidados”, diz Crispim que é pescador, lavrador e líder comunitário no Boqueirão.
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