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Conta no Twitter denuncia supostos assédios cometidos por professor investigado pela PF

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Conta no Twitter denuncia supostos assédios cometidos por professor investigado pela PF

Mobilização dos alunos do instituto para esse resultado começou em 2020

Conta no Twitter denuncia supostos assédios cometidos por professor investigado pela PF

Foto: Reprodução/Twitter

Por: Geovana Oliveira no dia 08 de julho de 2021 às 19:04

O caso do professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) Barreiras, suspeito de praticar assédio sexual e moral contra alunas, se tornou público nesta quinta-feira (8) após um mandado de busca da Polícia Federal. Apesar de chocar, a história não é recente. A mobilização dos alunos do instituto para esse resultado começou em 2020. 

Em junho do último ano, usando as redes sociais, uma aluna e um aluno do IFBA Barreiras (que preferiram não se identificar) decidiram criar o perfil Exposed IFBA para denunciar casos de assédio por parte dos docentes e também de outros alunos. "Desde quando entramos no Instituto ouvimos e presenciamos casos de assédio sexual e moral, inclusive há relatos de muito antes da nossa entrada", declaram ao Metro1. 

O Exposed IFBA foi criado depois de uma estudante da rede estadual da cidade ter relatado um caso de assédio por parte do vice-diretor. "Houve uma mobilização para apoiá-la através do Twitter, e começaram a surgir novas denúncias por parte de outros e outras estudantes de diversas instituições da cidade, tanto públicas quanto privadas", afirmam os criadores da página. 

No perfil, a maior parte das denúncias se referem exatamente ao professor investigado pela PF. "Foram nós que formalizamos a denúncia e encaminhamos para a ouvidoria do IFBA no ano de 2020. E esse professor foi um deles, ele era o que mais tinha relatos. Mas temos informações de que outras denúncias já tinham sido feitas em anos anteriores", explicam. 

Em uma das denúncias, uma aluna relata: "Quero falar desse prof... Ele assedia as meninas descaradamente! Já falou em sala de aula (quem é da minha turma vai lembrar) que já casou com 3 alunas, que 'amava' suas alunas (a gente sabe o tom que ele quis dizer isso). Ele dava em cima de minha amiga toda hora no intervalo, já me pressionou para passar o número dela mas não passei", diz. 

Em abril deste ano os estudantes comemoraram: "A nossa luta gerou frutos! Agradecemos a todes que corajosamente denunciaram esses absurdos que acontecem na Instituição a anos. A era do medo e do silêncio acabou!", escrevem em publicação no Twitter. Nesta data, o IFBA publicou uma nota anunciando encaminhamentos e ações concretas que haviam sido implementadas pela Gestão para o combate ao assédio sexual. Entre elas, parceria com o Ministério Público Federal.