
Bahia
Conta no Twitter denuncia supostos assédios cometidos por professor investigado pela PF
Mobilização dos alunos do instituto para esse resultado começou em 2020

Foto: Reprodução/Twitter
O caso do professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) Barreiras, suspeito de praticar assédio sexual e moral contra alunas, se tornou público nesta quinta-feira (8) após um mandado de busca da Polícia Federal. Apesar de chocar, a história não é recente. A mobilização dos alunos do instituto para esse resultado começou em 2020.
Em junho do último ano, usando as redes sociais, uma aluna e um aluno do IFBA Barreiras (que preferiram não se identificar) decidiram criar o perfil Exposed IFBA para denunciar casos de assédio por parte dos docentes e também de outros alunos. "Desde quando entramos no Instituto ouvimos e presenciamos casos de assédio sexual e moral, inclusive há relatos de muito antes da nossa entrada", declaram ao Metro1.
O Exposed IFBA foi criado depois de uma estudante da rede estadual da cidade ter relatado um caso de assédio por parte do vice-diretor. "Houve uma mobilização para apoiá-la através do Twitter, e começaram a surgir novas denúncias por parte de outros e outras estudantes de diversas instituições da cidade, tanto públicas quanto privadas", afirmam os criadores da página.
No perfil, a maior parte das denúncias se referem exatamente ao professor investigado pela PF. "Foram nós que formalizamos a denúncia e encaminhamos para a ouvidoria do IFBA no ano de 2020. E esse professor foi um deles, ele era o que mais tinha relatos. Mas temos informações de que outras denúncias já tinham sido feitas em anos anteriores", explicam.
Em uma das denúncias, uma aluna relata: "Quero falar desse prof... Ele assedia as meninas descaradamente! Já falou em sala de aula (quem é da minha turma vai lembrar) que já casou com 3 alunas, que 'amava' suas alunas (a gente sabe o tom que ele quis dizer isso). Ele dava em cima de minha amiga toda hora no intervalo, já me pressionou para passar o número dela mas não passei", diz.
Em abril deste ano os estudantes comemoraram: "A nossa luta gerou frutos! Agradecemos a todes que corajosamente denunciaram esses absurdos que acontecem na Instituição a anos. A era do medo e do silêncio acabou!", escrevem em publicação no Twitter. Nesta data, o IFBA publicou uma nota anunciando encaminhamentos e ações concretas que haviam sido implementadas pela Gestão para o combate ao assédio sexual. Entre elas, parceria com o Ministério Público Federal.
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