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Polícias federal e militar negam ação truculenta durante derrubada de casas em áreas indígenas 

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Polícias federal e militar negam ação truculenta durante derrubada de casas em áreas indígenas 

Segundo nota da PF, não houve nenhuma prisão nem violência policial durante ação

Polícias federal e militar negam ação truculenta durante derrubada de casas em áreas indígenas 

Foto: Reprodução/Twitter

Por: Adele Robichez no dia 01 de setembro de 2021 às 15:12

As polícias Federal e Militar negaram ter agido com truculência durante uma ação de fiscalização em áreas ocupadas por indígenas, tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O esclarecimento se refere a uma denúncia da Associação de Jovens Indígenas Pataxó, de Porto Seguro, no sul do estado, de que policiais teriam agredido e prendido indivíduos da tribo.

Segundo a associação, as casas e as barracas de praia da comunidade foram destruídas nesta terça-feira (31) sem uma notificação prévia. E, em revide à resistência de moradores, a PF e a PM teriam reagido com violência. 

Em resposta às declarações, os departamentos policiais explicaram que os agentes apenas acompanhavam, como seguranças, as equipes de fiscalização do Iphan e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, em cumprimento a uma requisição do Ministério Público Federal (MPF), na praia do Mutá. Eles teriam como função, segundo a nota da PF enviada ao Metro1, “coibir e autuar os responsáveis por desmatamento e prática de crimes ambientais”. 

“Na ação policial militar, a guarnição acompanhou as negociações entre a Fundação Nacional do Índio (Funai) e os manifestantes para a retirada dos objetos que obstruíram a pista, após a ação do órgão municipal”, reforça a PM, em informe também recebido pelo Metro1.

A demolição das casas, ainda de acordo com a PF, foi uma decisão da prefeitura de Porto Seguro, “diante das constatações de construções irregulares, e sem autorização dos órgãos competentes”. “A Polícia Federal não tem nenhuma participação na derrubada das obras irregulares”, reforça o comunicado. 

O texto da PF ainda indica que a associação mentiu ao divulgar a prisão de um jovem indígena, que teria sido preso ao protestar contra as demolições, e uma agressão ao cacique da aldeia Novos Guerreiros. “Não houve nenhuma prisão na operação. Não houve nenhuma violência policial”, contestou o departamento.