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Quarta-feira, 17 de abril de 2024

Bahia

Governo transfere comando da Ceasa para fundação controlada pelo PSB

Flem vai administrar ainda os mercados das Sete Portas, Ogunjá e Paripe até a concessão para a iniciativa privada

Governo transfere comando da Ceasa para fundação controlada pelo PSB

Foto: Secom/Divulgação

Por: jairo Costa Júnior no dia 22 de fevereiro de 2024 às 18:11

Atualizado: no dia 23 de fevereiro de 2024 às 17:43

O governo do estado transferiu para a Fundação Luis Eduardo Magalhães (Flem) a gestão da Ceasa e dos mercados das Sete Portas, Ogunjá e Paripe. O contrato no valor de R$ 2,1 milhões, firmado com dispensa de licitação e publicado na edição do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (22), coloca sob o guarda-chuva da Flem a administração física, operacional, comercial e financeira da maior central de abastecimento da Bahia, situada na estrada CIA-Aeroporto, e das três unidades que atuam no varejo de hortifrutigranjeiros, artigos populares, artesanato e produtos típicos da culinária baiana.

A fundação, que não possui expertise conhecida no segmento, é comandada por Rodrigo Hita, integrante da Executiva do PSB baiano e braço-direito da deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do partido, o mesmo do deputado estadual Ângelo Almeida, secretário de Desenvolvimento Econômico ( SDE). A pasta é quem administra atualmente a Ceasa e os três mercados, mas desde 2022 tenta passar a gestão dos espaços para a iniciativa privada.

O contrato com a Flem tem prazo de validade de 180 dias ou até a conclusão do processo de concorrência pública para definir a empresa que administrará a rede Ceasa, excluindo a ceasinha do Rio Vermelho, que já é gerida sob regime de concessão. Há cerca de dois anos, a SDE tentou transferir a direção da Ceasa, mas recuou diante do mal-estar gerado às vésperas da corrida eleitoral. No entanto, a secretaria retomou ano passado os planos para ceder o negócio a investidores privados.   
 

Em nota, a SDE informou que a Ceasa e os mercados da Sete Portas, Ogunjá e Paripe têm relação com a fundação desde 2018. "Com a privatização da Ebal em maio de 2018, para dar continuidade à operação da Ceasa e dos mercados, a solução encontrada foi a contratação de um serviço de suporte a gestão dos equipamentos, o que a época foi feita pela Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic) com a Flem. Em 2019, com a extinção da Sudic, a gestão passou à responsabilidade da SDE, que sucedeu a relação contratual que existia com a autarquia", disse .