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Caso Beatriz: escola critica delegado "irresponsável" e demite funcionários

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Caso Beatriz: escola critica delegado "irresponsável" e demite funcionários

A diretoria do colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, já demitiu sete funcionários ao longo da investigação da morte da menina Beatriz Angélica Mota, 7 anos, que foi assassinada durante uma solenidade de formatura que acontecia na quadra de esportes. Segundo a Polícia Civil, pelo menos cinco pessoas participaram do assassinato da menina. O crime também teria sido premeditado, já que os suspeitos conheciam muito bem a escola, segundo o laudo da perícia local. [Leia mais...]

Caso Beatriz: escola critica delegado "irresponsável" e demite funcionários

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Por: Matheus Simoni no dia 31 de março de 2016 às 14:40

A diretoria do colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, já demitiu sete funcionários ao longo da investigação da morte da menina Beatriz Angélica Mota, 7 anos, que foi assassinada durante uma solenidade de formatura que acontecia na quadra de esportes. Segundo a Polícia Civil, pelo menos cinco pessoas participaram do assassinato da menina.

O crime também teria sido premeditado, já que os suspeitos conheciam muito bem a escola, segundo o laudo da perícia local. Para o advogado Clailson Ribeiro, representante jurídico da instituição, a atuação do delegado foi "completamente irresponsável". "A gente achou a declaração do delegado precipitada e muito infeliz. Ao apontar que haviam cinco personagens que seriam funcionários do colégio, sem citar os nomes deles, ele só fez denegrir a imagem da instituição. Nós tivemos dezenas de funcionários que foram ouvidos. Com uma declaração dessa, ele colocou todos eles como suspeitos. É uma declaração completamente irresponsável. Ou ele falaria o nome ou não deveria ter falado nada", afirmou o advogado, em entrevista ao jornal Correio publicada nesta quinta-feira (31).

Segundo ele, ao todo, sete funcionários já foram demitidos desde janeiro, um mês após o crime. "Nós temos acompanhado o inquérito desde quando ele começou, em dezembro do ano passado. Desde então, identificamos divergências no depoimento de alguns funcionários nossos, ao todos sete, e os desligamos desde janeiro. Destes, cinco foram os suspeitos citados pelo delegado", declarou.