
Bahia
Eleição do Sindimed entra na mira do MPT após denúncia de fraude
Documento aponta nomes de médicos mortos e inclusão irregular de eleitores na disputa sindical na Bahia

Foto: Sindimed/Divulgação
O processo eleitoral do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) passou a ser alvo de apuração do Ministério Público do Trabalho na Bahia após denúncia de possíveis fraudes, incluindo a presença de nomes de médicos já falecidos na lista de votantes.
O documento foi apresentado pelo Movimento Reconstruir o Sindimed, que pede investigação urgente e aponta risco à legitimidade do pleito.
Segundo a denúncia, as irregularidades começaram ainda na formação da comissão eleitoral, com descumprimento de normas internas e de decisões judiciais. O movimento afirma que a diretoria teria anunciado a comissão em desacordo com determinações da Justiça.
A lista de eleitores divulgada nesta semana também é alvo de questionamentos. De acordo com o grupo, foram identificadas 33 pessoas que não são médicas entre os aptos a votar, incluindo advogados ligados ao sindicato, além de 35 registros de profissionais já falecidos vinculados a terceiros. Outros nomes de médicos mortos também aparecem diretamente como votantes.
Entre os registros citados estão profissionais reconhecidos da medicina baiana, como Armênio Guimarães, Carlos Ruy Tourinho, Sebastião Loureiro, Adauto Magalhães e Montival de Souza Lucas.
O movimento também aponta a exclusão de um número elevado de associados antigos. A comparação entre a lista de sindicalizados divulgada em dezembro de 2025 e a atual relação de votantes indica a inclusão de cerca de 630 pessoas e a retirada de mais de 1.000 nomes, sem justificativa.
Para o grupo, os indícios comprometem a transparência do processo eleitoral. A avaliação é de que a situação representa uma afronta à legitimidade do voto e desrespeito à categoria e à memória de profissionais já falecidos.
A denúncia solicita apuração rápida e medidas que garantam a participação apenas de médicos habilitados. O movimento também afirma que a crise se intensificou após a diretoria desconsiderar decisão de assembleia realizada em 2 de março de 2026, que rejeitou as contas da gestão.
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