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Economia baiana pode enfrentar crise por falta de fertilizantes

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Economia baiana pode enfrentar crise por falta de fertilizantes

Agronegócio teme efeitos de Interdição do Terminal Itapuã após medida sem provas determinada pelo Inema

Economia baiana pode enfrentar crise por falta de fertilizantes

Foto: Divulgação

Por: Metro1 no dia 08 de abril de 2026 às 17:55

O fechamento por tempo prolongado do Terminal Itapuã, situado em São Tomé de Paripe, pode levar a uma crise de abastecimento de fertilizantes e, como consequência direta, prejudicar a agricultura e a economia do estado. O alerta foi feito pelo deputado estadual Eduardo Salles (PV), presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa.

A interdição feita pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), órgão do estado responsável pela fiscalização ambiental na Bahia, aconteceu porque foram encontrados resíduos de cobre na praia de São Tomé de Paripe. O material, contudo, não é transportado pela Intermarítima, empresa que atualmente opera o terminal. 

“Pelas informações que disponho, o cobre veio da Gerdau, que é a proprietária da área e deixou um passivo ambiental que precisa ser resolvido. Mas, atualmente, o Terminal Itapuã trabalha apenas com fertilizantes que são necessários para a economia baiana”, disse o deputado.

Para se ter ideia do problema gerado pelo ato do Inema, 70% dos fertilizantes que abastecem a Bahia e Tocantins são desembarcados pelo terminal, que hoje se encontra interditado. Regiões do estado cuja produção agrícola depende bastante dos produtos transportados por meio do equipamento, como o Oeste baiano, passam a correr sérios riscos desabastecimento de uma matéria-prima fundamental para o agro.

A maior parte dos fertilizantes que chegam ao país é importada. Com a guerra no Oriente Médio, China e Rússia paralisaram as exportações, justamente no período em que começa o plantio da safra do segundo semestre. Com isso, cresce a responsabilidade do Inema em confirmar a real origem da contaminação e liberar o terminal o quanto antes. 

“Quem errou deve ser punido. Mas devemos colocar o porto novamente em funcionamento, com todas as garantias que o órgão ambiental exigir, para que a produção agrícola baiana não seja duramente prejudicada”, concluiu o parlamentar.