Quinta-feira, 21 de maio de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Bahia

/

Servidor público é preso em operação que investiga esquema no setor de combustíveis

Bahia

Servidor público é preso em operação que investiga esquema no setor de combustíveis

Ação cumpriu mandados em quatro cidades baianas e afastou servidores municipais

Servidor público é preso em operação que investiga esquema no setor de combustíveis

Foto: Sérgio Figueiredo

Por: Metro1 no dia 21 de maio de 2026 às 08:44

Atualizado: no dia 21 de maio de 2026 às 08:59

Três pessoas, entre elas um servidor público estadual, foram alvo de prisão preventiva na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Khalas, realizada pela força-tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia. A ação investiga um suposto esquema criminoso ligado ao mercado de combustíveis, com suspeitas de corrupção, fraude tributária e atuação clandestina no setor, com um prejuízo aos cofres públicos estimado em cerca de R$ 400 milhões em ICMS.

As equipes também cumpriram 13 mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. Além disso, dois funcionários da prefeitura de Candeias foram retirados temporariamente de seus cargos por decisão judicial.

De acordo com as investigações, integrantes do grupo investigado teriam pago vantagens indevidas a agentes públicos para garantir proteção institucional e facilitar operações irregulares. A apuração aponta que produtos químicos importados, como solventes e nafta, eram desviados para locais clandestinos usados na adulteração e mistura de combustíveis.

A ofensiva é conduzida pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), com apoio da Secretaria da Fazenda estadual e da Polícia Civil. A operação surgiu a partir de desdobramentos da Operação Primus, deflagrada em outubro de 2025, que já investigava fraudes no mesmo segmento.

Segundo os órgãos responsáveis, o objetivo agora é atingir a estrutura financeira e operacional da organização suspeita. Participaram da ação promotores de Justiça, delegados, policiais civis, servidores da Sefaz e agentes da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).