Sexta-feira, 17 de julho de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Bahia

/

MP aponta indícios de superfaturamento em cachês do São João de Euclides da Cunha na Bahia

Bahia

MP aponta indícios de superfaturamento em cachês do São João de Euclides da Cunha na Bahia

Recomendação dá prazo para prefeitura justificar valores pagos a atrações e determina fiscalização do show de Robyssão com base na Lei Antibaixaria

MP aponta indícios de superfaturamento em cachês do São João de Euclides da Cunha na Bahia

Foto: Reprodução/Prefeitura Municipal de Euclides da Cunha

Por: Metro1 no dia 17 de julho de 2026 às 14:38

O Ministério Público da Bahia recomendou que a Prefeitura de Euclides da Cunha revise os contratos das atrações artísticas contratadas para os festejos juninos após identificar indícios de superfaturamento nos cachês. Segundo o órgão, alguns valores pagos estariam até 78% acima dos praticados pelos mesmos artistas em apresentações realizadas em municípios vizinhos.

A recomendação foi expedida pelas promotoras de Justiça Sabrina Rigaud e Lissa Rosal, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa. Para o MP, o pagamento de cachês significativamente superiores aos valores de mercado pode configurar ato de improbidade administrativa e causar prejuízo aos cofres públicos.

O documento estabelece prazo para que a prefeitura apresente justificativas técnicas e os contratos detalhados de cada atração. Caso as explicações não sejam consideradas suficientes, o Ministério Público poderá recorrer ao Tribunal de Justiça da Bahia para solicitar uma liminar que suspenda os shows ou impeça o pagamento dos contratos.

A recomendação também orienta que, se os empresários das bandas não aceitarem readequar os cachês aos preços de mercado, os contratos sejam rescindidos pela administração municipal.

Além da análise dos contratos, o MP determinou que a prefeitura fiscalize o cumprimento da chamada Lei Antibaixaria (Lei Estadual nº 12.573/2012) durante a apresentação do cantor Robyssão. A gestão municipal deverá garantir que recursos públicos não sejam utilizados em apresentações com músicas que desvalorizem as mulheres, incentivem a violência ou façam apologia à discriminação contra mulheres e a comunidade LGBTQIA+.