Bahia

Dono da Axé Moi vai a Brasília para tentar impedir derrubada de barracas

Essa segunda-feira (12) foi o prazo dado pela Justiça para a desocupação das tradicionais barracas Axé Moi e Tôa Tôa, em Porto Seguro. A decisão foi tomada com base no pedido do procurador da Justiça Federal de Eunápolis [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Facebook

Por Bárbara Silveira no dia 12 de Setembro de 2016 ⋅ 16:51

Essa segunda-feira (12) foi o prazo dado pela Justiça para a desocupação das tradicionais barracas Axé Moi e Tôa Tôa, em Porto Seguro. A decisão foi tomada pelo juiz federal Alex Scram com base no pedido do procurador da Justiça Federal de Eunápolis, Fernando Zelada, após a justiça entender que os empreendimentos foram construídos sem autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Ipha) na área da União.

Em conversa com o Metro1 na tarde desta segunda, Beto Nascimento, que é proprietário da Axé Moi e vice-prefeito de Porto Seguro, afirmou que conta com a ajuda da administração municipal para impedir a demolição das tradicionais barracas da cidade. “A prefeitura acionou a Procuradoria Geral e também tomaram providências tentando sustar essa decisão”, explica. Agora, o empresário busca reverter a decisão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. “O juiz determina a aplicação imediata e acaba impedindo da gente recorrer, discutir. Não adianta nada a gente discutir o mérito do tribunal se a barraca já estiver derrubada. Esse é um argumento que nós estamos usando para que suspenda o efeito da decisão e para que as barracas continuem funcionando até que uma segunda instância possa analisar o caso e decidir de uma vez por todas”, argumenta. 

Demolição em 30 dias e barracas fechadas
Na sentença divulgada na semana passada, o juiz determinou que os equipamentos fossem lacrados nessa segunda e, em 30 dias, demolidos. “Para evitar o constrangimento de ter que tirar os turistas e qualquer tipo de confusão, nós preferimos não abrir as barracas hoje”, disse.

O secretário de Turismo da Bahia, José Alves, procurou Beto no final da manhã e prometeu auxiliar no que for possível. “Me ligou preocupado com essa repercussão, inclusive porque esse filme já passou ai em Salvador e é um impacto muito ruim para Porto Seguro e Salvador também”, lembra Beto. 

 

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