Bahia

Sem consenso, greve dos rodoviários pode começar nesta terça-feira

Na manhã deste sábado (18), o Diretor de Comunicação do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Daniel Mota, em conversa com o Metro1, afirmou que, mais uma vez, a categoria não conseguiu negociar com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador (Setps) e com a Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob) para evitar a greve no período de carnaval. [Leia mais...]

[Sem consenso, greve dos rodoviários pode começar nesta terça-feira]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Yasmin Garrido no dia 18 de Fevereiro de 2017 ⋅ 10:45

Na manhã deste sábado (18), o Diretor de Comunicação do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Daniel Mota, em conversa com o Metro1, afirmou que, mais uma vez, a categoria não conseguiu negociar com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador (Setps) e com a Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob) para evitar a greve no período de carnaval. De acordo com ele, caso novas propostas não sejam feitas, a greve está programada para ter início nesta terça-feira (21). 

"A proposta patronal foi a mesma do ano passado, quando nos ofereceram 125 reais". Além disso, Daniel Mota explicou que a greve pode acontecer em razão do estabelecimento de uma "meta inalcansável" para a categoria, de transporte de 28 milhões de passageiros. "Não temos condições de cumprir", disse. Ele ainda ressaltou que a meta não pode ser alcançada, em razão de os órgãos não terem cumprido a determinação de retirar os clandestinos das ruas.

A categoria reivindica o atraso de oito meses no depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o não pagamento de horas extras e a suspensão do desconto no salário do funcionário no caso de danos, como arranhões nos ônibus. O roviários ainda contestam o não pagamento da participação nos lucros de 2016. Eles afirmam que a gratificação de cerca de R$ 700 está atrasada há um mês. "O FGTS está atrasado há quase nove meses. É uma gestação", disse Daniel Mota. 

No entanto, o diretor do sindicato disse acreditar em uma "luz no fim do túnel" e está na "expectativa de que os patrões chamem para uma nova negociação". Ele ressaltou que o ideal seria uma nova negociação para que a categoria não tivesse de paralizar durante o carnaval, "uma das maiores festas a céu aberto do planeta".

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