
Bahia
Para tributarista, empresário anda "revoltado" com perseguição em impostos
Marcelo Nogueira Reis acredita que se existe uma dívida deve-se cobrar e não pressionar e ameaçar prisões. "Isso acontece e não é inconstitucional. A classe está muito fraca, precisa lutar mais", opinou. [Leia mais...]

Foto: Tácio Moreira / Metropress
O professor de direito tributário Marcelo Nogueira Reis concedeu entrevista a Mário Kertész nesta terça-feira (15) e comentou o que considera "revolta" por parte dos empresários, que têm sido obrigados a lidar com impostos cada vez mais altos. "Antigamente, você não tinha dúvida. Agora, no final do mês, você pega o que tem de receita, a folha, os impostos e separa prioridades. As reuniões são feitas para escolher o que não vai pagar. O que cobra menos juros? Porque vou deixar de pagar alguma coisa", afirmou à Rádio Metrópole, na manhã desta terça-feira (15).
Segundo Marcelo, o "problema" é que a alta tributação arrocha o empresário. "Se não se pode pagar, o ideal é que declare que você deve, não sonegue, porque aí não vai existir o crime. Mas, mesmo assim, o fiscal bate na porta da sua empresa. Está difícil, a situação está preta", disse.
O tributarista ainda aponta a dificuldade encontrada pela classe de empresários, que acaba atingindo a população, em relação ao Cadin — Cadastro de Inadimplentes — da Prefeitura de Salvador. "Estamos trabalhando para analisar e sugerir soluções. Não estamos contra cadastro de inadimplentes. Mas não existe contratação de uma empresa que deve. Se estiver lá como devedor, não pode ter qualquer tipo de alvará liberado, e aí trava tudo".
Marcelo acredita que se existe uma dívida, deve-se cobrar e não pressionar e ameaçar prisões. "Isso acontece e não é inconstitucional. A classe está muito fraca, precisa lutar mais", opinou.
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