
Bahia
‘Cientistas oscilam entre diabolismo e santidade’, diz ex-reitora da Ufba
Um grupo de pesquisadores planeja, para o 2 de Julho, manifestações com cobrança de investimentos continuados na área

Foto: Tácio Moreira / Metropress
Ex-reitora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), a médica Eliane Azevedo afirmou que os cientistas tentam se livrar do dualismo entre o “diabolismo e a santidade”.
“Um conjunto de cientistas não é um conjunto de santos. Oscilamos entre o diabolismo e a santidade. Queremos abolir os diabólicos com pesquisas fraudulentas. Na área médica, a ciência antes se preocupava só com o corpo, depois passou a se preocupar com o psicólogico e atualmente se preocupa com a espiritualidade. Alguns até colhem a história espiritual do paciente. Isso ajuda a recuperação”, afirmou, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole.
Tal preocupação com o espírito, segundo a doutora, torna a ciência ainda mais universal. “Então, tudo isso a ciência engloba, se tornou mais humanitária, além de todos os benefícios que já traz para a sociedade”, disse.
Um grupo de pesquisadores planeja, para o 2 de Julho, manifestações com cobrança de investimentos continuados na área. “Essa mobilização foi iniciada pela Academia de Ciências da Bahia, que foi fundada pelo professor Roberto Santos. Somos todos admiradores dele e, em 2010, ele resolveu criar a academia e muitos de nós ajudaram e ele ganhou uma nova alegria com essa academia que presidiu até os 90 anos. As universidades, todas públicas, as quatro federais, com uma grande mobilização a partir da Ufba, estão apoiando: a Fiocruz, a Academia Baiana de Letras, Medicina... Então, conseguimos agregar toda a sociedade baiana”, acredita o também entrevistado, presidente da Academia de Ciência da Bahia, Jailson Andrade.
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