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Secretário responde sobre concessão polêmica de terminal em Madre de Deus

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Secretário responde sobre concessão polêmica de terminal em Madre de Deus

O Terminal Marítimo de Madre de Deus vai começar a cobrar dos passageiros e das embarcações que atracam por lá, uma taxa que vai além do simples valor da passagem. Qualquer pessoa que entrar no terminal terá de pagar o valor de R$ 0,60, além da passagem para uma eventual travessia marítima. [Leia mais...]

Secretário responde sobre concessão polêmica de terminal em Madre de Deus

Foto: Reprodução/Panoramio

Por: Ticiane Bicelli no dia 01 de outubro de 2015 às 18:30

O Terminal Marítimo de Madre de Deus vai começar a cobrar dos passageiros e das embarcações que atracam por lá, uma taxa que vai além do simples valor da passagem. Qualquer pessoa que entrar no terminal terá de pagar o valor de R$ 0,60, além da passagem para uma eventual travessia marítima.

Além disso, qualquer embarcação que aportar por lá, também terá de pagar: a quantia será de R$ 1 para barcos pequenos e de R$ 3 para grandes. A decisão surgiu depois de uma polêmica e obscura licitação que definiu a Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico, a Sinart, como a nova concessionária do local, pelos próximos 23 anos, como explica o secretário de Desenvolvimento Econômico de Madre de Deus, Janathan Silva, em entrevista ao Metro1

Ele alegou que a cobrança é necessária para manter o terminal e garantir o conforto dos usuários. "A terceirização decorre de uma necessidade do município para que tivéssemos uma empresa que pudesse fazer melhorias, investimentos e prestar um seviço de qualidade para aquelas pessoas que precisam utilzar o terminal com segurança, higiene e conforto", afirmou ele.

Questionado sobre os critérios que levaram a Sinart a ser a nova concessionária e sobre quais foram as empresas concorrentes, Janathan Silva alegou que não estava na prefeitura para poder responder com precisão. O secretário tampoco soube informar quando exatamente vai começar a cobrança, mas disse que deve acontecer ainda neste mês. "Acredito que, no decorrer do mês de outubro, a empresa já esteja atuando plenamente", declarou Janathan.  Por enquanto, a operação assistida seguirá nos próximos dias. Barqueiros e cidadãos têm atacado a medida, que vai gerar custo extra à população em uma cidade com enorme desigualdade, apesar da alta renda per capita.