Bahia

Secretário da Fazenda compreende protestos, mas defende reformas na Bahia

Na tarde de ontem (11), a votação das propostas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) não aconteceu por conta dos protestos de servidores na Casa

[Secretário da Fazenda compreende protestos, mas defende reformas na Bahia]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Matheus Simoni no dia 12 de Dezembro de 2018 ⋅ 09:40

O secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, defendeu as reformas administrativas propostas pelo governador Rui Costa (PT), que trata do aumento da alíquota da aposentadoria, que vai passar de 12% para 14%. Em entrevista à Rádio Metrópole durante o Jornal da Bahia no Ar de hoje (12), o gestor defendeu os reajustes e disse compreender os protestos dos servidores.

Na tarde de ontem (11), a votação das propostas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) não aconteceu por conta dos protestos de servidores na Casa.

"O que se pode fazer numa situação em que o país se encontra, em que existe uma tendência de déficit fiscal, é que tem uma natureza estrutural e que não é passageira, que se agrava com a crise econômica. Só há duas saídas: ou você aumenta impostos e divide a carga com a população total, que a gente sabe que essas pessoas estão numa situação difícil, ou você faz o ajuste da máquina", afirmou Vitório. 

"Tenho ouvido dos servidores que eles não são responsáveis pela situação fiscal e eles têm razão. Mas, por outro lado, se não fizermos nada e a administração pública se omitir, iremos entrar numa situação como o Rio de Janeiro e outros estados. A medida às vezes não é compreendida, a gente entende a aspiração e ansiedade das pessoas. É um momento difícil para a vida brasileira e baiana também. Mas precisamos manter o estado funcionando e a prestação de serviços. Acho que não há outra alternativa", declarou o secretário. 

Questionado sobre o pagamento de salários e 13º no fim do ano, o secretário declarou que os vencimentos estão garantidos no estado. "Os ajustes são profundos, mas acho que estaremos preparados para conduzir as finanças da Bahia e os rumos do estado, continuar os investimentos e pagando em dia. Não sei qual dos estados vai pagar em dia e o décimo terceiro, mas a Bahia vai pagar", finalizou.

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