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"Não é uma problema fácil de lidar", diz secretário sobre lei anticalote

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"Não é uma problema fácil de lidar", diz secretário sobre lei anticalote

Sancionada em 2014, a lei garante que funcionários de empresas terceirizadas por órgãos públicos da Bahia recebem os benefícios trabalhistas previstos legalmente e tantas vezes ignorados pelas empresas [Leia mais...]

"Não é uma problema fácil de lidar", diz secretário sobre lei anticalote

Foto: Tácio Moreira/ Metropress

Por: Milene Rios e Matheus Morais no dia 11 de novembro de 2015 às 09:20

A Bahia foi o primeiro estado brasileiro a ter uma lei que protege os trabalhadores terceirizados do serviço público estadual de sofrer um calote dos seus contratantes, a chamada Lei Anticalote. Sancionada em 2014, ela se propõe a garantir que os trabalhadores recebam os benefícios previstos legalmente das empresas terceirizadas, embora existam interpretações discordantes em relação a esta certeza. O secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, afirmou em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (11), que a lei trouxe pontos positivos, mas que é ainda é preciso muita fiscalização. 

"Há um avanço significativo com, mas a expectativa é a de que os valores que ficariam retidos dessem um plus nos contratados. Precisamos fazer uma racionalização maior com esses recursos, precisamos fazer uma fiscalização para saber se as pessoas estão trabalhando, e ajustar os contratos de uma forma que os empregados das empresas não sejam prejudicados", afirmou Vitório. 

O secretário disse ainda que é difícil ter o total controle dos prestadores de serviços. "O estado tem que caminhar para a contratação de serviços, e não de pessoas. Eu acredito que, de vez em quando, precisamos oxigenar. Essa não é mais uma gestão minha e não é um problema fácil de lidar", afirmou.