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Brasil

Educadora defende 'operação logística competente' para o processo de retorno às aulas

Para Claudia Costin, país não soube organizar retomada no setor da Educação

[Educadora defende 'operação logística competente' para o processo de retorno às aulas]
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 08 de Fevereiro de 2021 ⋅ 13:43

Especialista em políticas públicas e ex-Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin comentou a pressa para retomada das aulas presenciais no país, suspensas em função da pandemia da Covid-19. Em entrevista a Mário Kertész hoje (8), durante o Jornal da Metrópole no Ar da Rádio Metrópole, ela defendeu uma uma operação logística competente para diminuir os impactos causados nos alunos.

"É uma questão muito delicada. Primeiro porque administramos muito mal, do ponto de vista logístico, toda a questão da pandemia. É curioso porque a gente fala de logística e que há um ministro especializado em logística na Saúde. O que mais erramos, tanto em Saúde quanto em Educação, foi exatamente na logística. Política pública não demanda só palavras de ordem ou frases bonitas. É muito importante gerenciar e implementar boas políticas públicas. Educação não é diferente", afirmou. 

Ainda segundo a educadora, o país precisa definir com urgência a prioridade no que diz respeito à retomada das aulas. Ela citou como outros países estão lidando com a questão e como reagiram à suspensão das aulas. "O Brasil foi um dos países que mais tempo ficou distante das salas de aula e nada substitui a sala de aula presencial. A gente tem que ter  um sentido de urgência na volta às aulas. Eu acompanhei a situação da África, sem falar só da Europa, que ficou três meses longe das salas de aula. Nós perdemos um ano letivo inteiro do ponto de vista de uma educação mais qualificada. Não é que não houve aprendizado. Mas na África também ficaram três meses longe das salas de aula e não um ano inteiro. Temos que ter um sentido de urgência", afirmou. 

"Quem tem que dizer qual o melhor momento de voltar às aulas, são os epidemiologistas. O que está acontecendo agora com a Sociedade Brasileira de Pediatria é que estão pedindo pelo amor de Deus que as crianças voltem às escolas. Há um número excessivo de casos de problemas graves de saúde ambiental. A rede de proteção à infância, que é tão importante e está centrada nas escolas públicas, está desmontada. Elas precisam de um estilo de vida mais sadio. As mais vulneráveis estão em casa, mas os pais estão na rua tentando ter uma fonte de renda", acrescentou.

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