Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Brasil

TCU dá 10 dias para Manaus responder se foi pressionada pelo Ministério da Saúde a usar cloroquina

A determinação do ministro Benjamin Zymler foi encaminhada à Secretaria de Saúde do município.

[TCU dá 10 dias para Manaus responder se foi pressionada pelo Ministério da Saúde a usar cloroquina]
Foto : Marco Santos / Agencia Pará

Por Stephanie Suerdieck no dia 08 de Fevereiro de 2021 ⋅ 17:22

A Secretaria de Saúde de Manaus terá 10 dias para responder se foi pressionada pelo Ministério da Saúde a tratar pacientes com Covid-19 com os remédios cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina. A decisão foi do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler. 

No despacho, o ministro mencionou a visita de uma força-tarefa do Ministério da Saúde a Manaus, em janeiro, quando a cidade já registrava disparada nos casos de Covid-19 e dias depois, o sistema de saúde entrou em colapso. Ele quer saber se, na ocasião, o município foi pressionado a utilizar os medicamentos. "Informe se houve algum tipo de pressão por parte dos membros da força-tarefa do Ministério da Saúde quando da visita feita no dia 11/1/2021, para que essa unidade de saúde difundisse a utilização de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e/ou ivermectina no tratamento precoce dos pacientes com Covid-19 nesse município", escreveu. 

Segundo tem alertado os especialistas com base nos estudos científicos realizados no Brasil e no exterior, os três remédios são ineficazes para o combate à doença. No entanto, desde o início da pandemia o presidente Jair Bolsonaro insiste no tratamento com as drogas. No final de janeiro, Zymler escreveu em despacho que a cloroquina só poderia ser fornecida pelo SUS no tratamento à Covid-19 se houvesse autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ou de autoridades sanitárias estrangeiras, o que não ocorreu.

Notícias relacionadas