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Brasil

Ciro cita BBB e diz que povo está atento 'ao preconceito, ao estigma e à arrogância'

"Quando a sociedade brasileira, aos milhões, toma o telefone e a internet para votar, está votando contra os valores errados", disse, ao mencionar eliminação da cantora Karol Conká

[Ciro cita BBB e diz que povo está atento 'ao preconceito, ao estigma e à arrogância']
Foto : Roque de Sá/Agência Senado

Por Juliana Rodrigues no dia 24 de Fevereiro de 2021 ⋅ 10:52

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) citou a eliminação da cantora Karol Conká do Big Brother Brasil, com 99,17% dos votos do público, como um exemplo de que a sociedade é capaz de se manifestar contra "valores errados". Em entrevista a Mário Kertész, no Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metrópole, hoje (24), o pedetista frisou que não assiste ao programa, mas fez observações sobre a mobilização de milhões de brasileiros para tirar a participante do jogo. Para ele, situações como esta traduzem uma "semente de um povo tomando posição".

"Veja o que está acontecendo nessas votações desse programa de bisbilhotice da vida alheia. Eu não assisto, mas as pessoas se divertem, não tem problema nenhum nisso. Agora, o que é que acontece: o povo brasileiro está votando, é um jogo, mas está manifestando esmagadoras maiorias contra o preconceito, o estigma, a arrogância, as condutas politicamente incorretas. Isso é relevante. Sociologicamente, porque é um jogo. Não podemos transferir um jogo para a vida real, essa moça que saiu aí é uma artista, falou muita bobagem, tem que dar uma segunda chance pra ela. Não é para misturar jogo com verdade, tem gente ameaçando a família dela. É um jogo para a diversão das pessoas, que não têm uma diversão melhor, como ler um livro, ver um bom filme. (...) O que eu estou querendo dizer é que quando a sociedade brasileira, aos milhões, centenas de milhões, toma o telefone e a internet para votar, está votando contra os valores errados. Tem aí uma semente de um povo tomando posição, porque a miséria de massa, ao contrário do que o esquerdismo infantil supõe, não é revolucionária. Ela predispõe o povo à dependência, à fragilidade, à manipulação, e a gente precisa emancipar o nosso povo", afirmou.

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