
Brasil
Fim da escala 6x1 não terá compensação para empresas, diz ministro do Trabalho e Emprego
Sobre redução de jornada, ministro diz que "não há possibilidade de falar em 36 horas agora em 2026"

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o fim da escala 6x1 não terá compensação financeira do governo federal para as empresas. A declaração foi feita na última sexta-feira (13) durante reunião com sindicatos de empregadores da área de serviços na sede do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Sescon).
"Não vejo, no caso da jornada de trabalho, que caiba qualquer tipo de compensação financeira", disse o ministro, após sindicalistas solicitarem algum tipo de desoneração para os setores a serem mais impactados pela redução da jornada de trabalho.
A Proposta de emenda à Constituição (PEC) debatida no Congresso reduz a jornada de de 44 para 36 horas semanais.O governo defende a redução para 40 horas. "Não há possibilidade de falar em 36 horas agora em 2026. Podemos falar em 40 e projetar quando é possível chegar às 36", disse.
o que diz Lula
No início de março, durante a Segunda Conferência do Trabalho, realizada no Anhembi, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que a proposta seja construída por meio de negociação entre trabalhadores, empresários e o governo antes de ser analisada pelo Congresso Nacional.
Segundo Lula, um acordo entre as partes pode evitar conflitos posteriores na Justiça do Trabalho. “É melhor vocês construírem negociando do que terem que engolir uma coisa aberta [vinda do Congresso], e depois ter de recorrer à Justiça do Trabalho”, afirmou. O presidente acrescentou que o resultado ideal será aquele fruto de entendimento entre empresários, trabalhadores e governo.
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