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Brasil

'Espírito carioca foi para o espaço', avalia Nelson Motta

Escritor e jornalista comenta qual o estilo musical que mais representa o Rio de Janeiro

['Espírito carioca foi para o espaço', avalia Nelson Motta]
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 26 de Fevereiro de 2021 ⋅ 13:54

Jornalista, escritor, roteirista, letrista, produtor musical, homem de TV e empresário, Nelson Motta lançou no ano passado sua autobiografia com quase 500 páginas e título fora do politicamente correto: “De Cu pra Lua: Dramas, Comédias e Mistérios de um Rapaz de Sorte”.

A obra conta a trajetória em terceira pessoa e tudo o que a memória alcança. "Eu conto a história de Nelsinho, um garoto que eu conheço desde que nasceu. Vai contando a vida dele, as formas que a sorte o beneficiou e as formas que a sorte o beneficiou. O que ele fez com a sorte toda que ele recebeu, porque essa é a ética da sorte e a moral da sorte. Como você não tem mérito nenhum e você não fez nada para receber aquela sorte, tem que dar alguma coisa em troca também", disse Nelson, em entrevista a Mário Kertész e Malu Fontes na Rádio Metrópole hoje (26). 

Questionado sobre qual o ritmo musical que mais representa o Rio, Nelson Motta não se esquivou. "A música do Rio atualmente é o samba e o funk.O samba, em suas muitas variantes, das piores e melhores, e também o funk com o sertanejo universitário. É o que o povo gosta. De tudo o que está aí, o mais mais parecido com o espírito carioca é o funk porque tem essa coisa lúdica brincalhona do Rio de Janeiro e uma certa cafajestice. Tem muita animação e uma vitalidade tremenda. O funk estremece o solo. É som de preto, de favelado. Mas quando toca, ninguém fica parado", conta. 

No entanto, Motta lamenta a perda do chamado "espírito carioca" e a queda da irreverência de quem é natural do Rio de Janeiro. "No geral, o espírito carioca tinha uma leveza e uma cordialidade que foi para o espaço nos governos que nós tivemos. Esses governos que tivemos, Cabral, Pezão e Garotiho. Esses caras teriam quebrado Nova York. A gente paga o preço, sobretudo no espírito carioca, que era irreverente, fazia piada com si mesmo e dava para levar mais leve. Hoje isso se transformou em grossura, falta de educação e primeiro eu", disse o jornalista. 

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