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Polícia identifica autores das mortes de meninos de Belford Roxo a partir de testemunhas e telefonema

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Polícia identifica autores das mortes de meninos de Belford Roxo a partir de testemunhas e telefonema

Autorização judicial permitiu interceptar telefonema em que traficante fala da tortura e do assassinato das três crianças. Vítimas desapareceram no dia 27 de dezembro de 2020

Polícia identifica autores das mortes de meninos de Belford Roxo a partir de testemunhas e telefonema

Foto: Reprodução Redes Sociais

Por: Metro1 no dia 09 de dezembro de 2021 às 20:30

Uma testemunha-chave que contou ter ouvido uma conversa em que o traficante Wiler de Castro Silva, o Stala, confessava detalhes das mortes de três meninos, no Complexo do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e uma interceptação telefônica, que flagrou um diálogo entre dois traficantes, foram cruciais para a polícia descobrir o mistério em torno do desaparecimento de três crianças. Os meninos haviam sido vistos com vida pela última vez, no dia 27 de dezembro do ano passado.

Por terem furtado uma gaiola de pássaros de um suposto parente de Stala, as crianças foram capturadas e torturadas, em um beco, no Complexo do Castelar, no mesmo dia em que desapareceram. Um deles não resistiu aos ferimentos, causados na sessão de espancamento, e morreu. Logo depois, os traficantes decidiram matar as outras duas vítimas. Os corpos foram transportados em um carro e jogados em um rio que corta o município.

 Segundo o jornal O Globo, em um telefonema, feito durante uma operação policial no Castelar e que foi grampeado pela polícia com autorização judicial, em maio, um dos traficantes deu detalhes da tortura sofrida pelos três meninos. Ao comentar uma notícia exibida na TV, dando conta que um deles era suspeito do crime, o outro respondeu com ironia. " E tu não quis nem bater né", disse na conversa. Já em outro diálogo interceptado, desta vez entre um homem e uma mulher, esta última diz que foi Stala quem toturou os meninos. " O Stala torturou muito as crianças. Foi ele quem mandou matar", disse a mulher, durante a conversa.

 A partir das duas informações ( depoimento e grampos), a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) conseguiu identificar cinco pessoas envolvidas no triplo assassinato e uma sexta, suspeita de dar sumiço aos corpos dos três garotos, que continua em liberdade.

Nesta quinta-feira, a Polícia Civil deflagrou uma operação para cumprir 56 mandados de prisão expedidos pela Justiça. Deste total, 51 são de envolvidos com a estrutura do tráfico do Castelar, e cinco ligados aos homicídios. Ao todo, 33 pessoas foram presas. Dos cinco suspeitos de envolvimento na morte dos meninos, três já estariam mortos. São eles: Wiler de Castro Silva, o Stala, gerente de drogas do Castelar,  Ana Paula da Rosa Costa, a tia Paula, gerente de cargas sintéticas, e José Carlos dos Prazeres Silva, o Piranha, um dos donos do tráfico do Complexo Castelar.