Sexta-feira, 01 de julho de 2022

Brasil

Sem detalhes sobre acordo com Musk, Bolsonaro afirma que ainda é "início de um namoro"

De acordo com ministro das Comunicações, bilionário tem autorização para 40 mil satélites na Amazônia, mas nenhum contrato foi assinado até então

Sem detalhes sobre acordo com Musk, Bolsonaro afirma que ainda é "início de um namoro"

Foto: Reprodução/Redes sociais

Por: Metro1 no dia 20 de maio de 2022 às 16:59

Sem especificar nenhum detalhe, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, comentaram sobre a reunião que tiveram com o bilionário Elon Musk. De acordo com eles, o encontro foi realizado para um acordo para concretizar o projeto da Starlink, que conectaria à internet 19 mil escolas na zona rural do país, além de monitorar a Amazônia. A informação é do portal g1.

"É a primeira vinda aqui, um primeiro contato, o início de um namoro. Tenho certeza que vai acabar em casamento brevemente. Ele é uma pessoa bastante objetiva e quer concretizar o seu sonho de forma mais rápida possível", afirmou o presidente, em entrevista nesta sexta-feira (20).

O programa "Conecta Amazônia" foi anunciado pelo bilionário, que se encontrou com o Bolsonaro em um hotel de luxo em Porto Feliz (SP), nesta manhã. A reunião teve como assunto principal as iniciativas tecnológicas para a proteção da Amazônia, incluindo o uso de satélites para levar internet e monitoramento do desmatamento na região.

De acordo com Faria, Musk tem autorização para colocar 40 mil satélites em cima da Amazônia, mas nenhum contrato foi assinado até o momento. "Se o governo brasileiro puder ter as informações [dos satélites] para poder agir, será bem melhor", reforçou. Ele explicou que o bilionário tem dois satélites lançados e autorização para mais 40 mil. "Ele precisa instalar uma 'porta de entrada' para a região norte e a empresa está correndo para isso. Ele vai definir a data, mas nos próximos meses isso deve ocorrer".

Durante a coletiva, o ministro lembrou ainda de um sonho de Musk de ajudar escolas sem internet e em lugares diferentes.

O Brasil já tem mecanismos tecnológicos para monitoramento da Amazônia. Desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, recebe e processa os dados sobre perda de floresta. As imagens são obtidas via satélite e o nível de precisão é de 95%, segundo o próprio instituto.

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