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Pesquisa CNI indica que oito em cada dez brasileiros não confiam no governo

Dados da pesquisa CNI-Ibope, divulgados na manhã desta quarta-feira (30), indicaram que oito em cada dez brasileiros não confiam na maneira de governar da presidente Dilma Rousseff (PT). [Leia mais...]

[Pesquisa CNI indica que oito em cada dez brasileiros não confiam no governo]
Foto : Fotos Públicas

Por Gabriel Nascimento no dia 30 de Março de 2016 ⋅ 11:13

Dados da pesquisa CNI-Ibope, divulgados na manhã desta quarta-feira (30), indicaram que oito em cada dez brasileiros não confiam na maneira de governar da presidente Dilma Rousseff (PT). Apesar de estáveis, os números continuam apresentando uma grande rejeição às ações do Palácio do Planalto. Apenas 10% dos brasileiros consideram a gestão da presidente boa ou ótima, ao passo que 69% consideram o governo ruim ou péssimo. Outros 19% apontam o governo como regular.

Na avaliação evolutiva, a marca de 10% de aprovação voltou a repetir o segundo pior índice já registrado, que também foi de 10% em setembro do ano passado – em junho e dezembro ele teve a baixa histórica de 9%. A diferença entre as duas ocasiões foi o número dos que apontaram o governo como regular (eram 21% em setembro, agora são 19%).

Fora a desconfiança e a reprovação, 68% dos entrevistados disseram ter perspectivas ruins ou péssimas para o restante do governo de Dilma. Outros 18% possuem perspectivas regulares. Somente 10% dos entrevistados crêem em uma sequência de governo boa ou ótima. O gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, informou que é difícil mensurar se a presidente atingiu o 'fundo do poço', ou se há margem para uma piora ainda maior.

Na consulta temática, os impostos (91%), a taxa de juros (90%), a saúde (87%), o combate ao desemprego (86%), o combate à inflação (86%) e a segurança pública (84%) foram as áreas de atuação do governo mais reprovadas, segundo a pesquisa. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 17 e 20 de março. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

 

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