
Brasil
Polícia prende suspeito de colaborar com hackers em fraude contra empresa ligada ao Banco Central
Funcionário de terceirizada teria entregue senha de acesso usada na fraude; ação é considerada uma das mais graves já registradas no país

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, prendeu nesta sexta-feira (4) um homem suspeito de envolvimento direto no ataque cibernético que desviou R$ 541 milhões de uma empresa prestadora de serviços ao Banco Central (BC).
De acordo com os investigadores, o suspeito é funcionário de uma empresa terceirizada contratada pelo BC e teria fornecido sua senha de acesso ao sistema sigiloso da instituição a terceiros, que cometeram a fraude. Segundo a polícia, ele confirmou informalmente a entrega dos dados de login aos criminosos.
Alvo foi empresa conectada ao sistema PIX
O ataque, ocorrido na quarta-feira (2), afetou pelo menos seis instituições financeiras e causou grande repercussão no mercado. A C&M Software (CMSW), empresa responsável por conectar bancos menores ao sistema PIX do BC, informou ter sido alvo da ação criminosa, que envolveu o uso de credenciais de clientes para invadir o sistema e acessar contas de reserva bancária.
O Banco Central ainda não revelou quais instituições foram afetadas, nem os valores exatos desviados. Estimativas da TV Globo apontam que o prejuízo total pode chegar a R$ 800 milhões.
Um dos maiores ataques já registrados no país
A gravidade do ataque chamou a atenção de autoridades e especialistas em segurança digital. Segundo a C&M Software, houve tentativa de uso indevido de senhas e outras credenciais legítimas para fraudar o sistema — algo que expôs vulnerabilidades na cadeia de proteção de dados.
O caso está sendo tratado como um dos mais graves incidentes de segurança cibernética já registrados no Brasil e segue sob investigação da Polícia Civil e de órgãos federais.
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