
Brasil
Brasil vai negociar com a China impacto de tarifas sobre carne bovina
Tarifa adicional só vale se exportações superarem cota estabelecida para 2026

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O governo federal informou, nesta quarta-feira (31), que irá negociar com a China para mitigar os impactos das tarifas adicionais de 55% sobre a carne bovina brasileira, caso as exportações ultrapassem a cota de importação definida. Em nota, o governo afirmou que atua de forma coordenada com o setor privado e seguirá dialogando com o governo chinês, tanto bilateralmente quanto no âmbito da OMC, para defender os interesses de produtores e trabalhadores do setor.
A decisão chinesa ocorreu após pressão de associações da indústria de carne bovina do país, que pediram medidas de salvaguarda para conter o aumento das importações e proteger a renda dos produtores locais. Desde 2023, o setor pecuário chinês acumula prejuízos devido ao crescimento das importações, levando criadores a antecipar o abate de animais reprodutores para reduzir custos. As salvaguardas são mecanismos previstos pelas regras da OMC e não têm como objetivo coibir práticas desleais de comércio.
No caso do Brasil, as tarifas extras só serão aplicadas se as exportações para a China ultrapassarem a cota de 1,106 milhão de toneladas em 2026, volume próximo à média histórica das vendas brasileiras ao país. Em 2025, as exportações devem alcançar cerca de 1,6 milhão de toneladas, número considerado atípico pelo governo devido ao redirecionamento de embarques após tarifas impostas pelos Estados Unidos. A expectativa é que o fluxo volte à normalidade ao longo de 2026.
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